O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 13/07/2020
O boitatá,um representante do folclore brasileiro,é uma criatura considerada responsável por defender a fauna e a flora do país,principalmente contra incêndios. Contudo,diferentemente do imaginário popular,em que há a proteção desse elemento cultural,observa-se,na realidade nacional,o crescimento das queimadas e da destruição das matas. Logo,é importante analisar o pensamento individualista como base desse problema e seus prejuízos para a sociedade e para a natureza.
Primeiramente,é válido destacar que o aumento de incêndios está diretamente relacionado à expansão do agronegócio. Tal fato exemplifica as ideias do economista brasileiro Hugo Penteado. Segundo esse especialista,os atuais modelos econômicos baseiam-se na busca do lucro a qualquer custo. Nessa perspectiva,essas práticas desconsideram a preocupação com os fatores ambientais e sociais,ignorando as possíveis consequências irreversíveis dessas ações a longo prazo. À vista disso,observa-se que esse pensamento individualista orienta muitos representantes da agropecuária nacional. Nesse viés,esses produtores,ao procurarem baixos custos com a utilização de técnicas inadequadas de preparação do solo,como queimadas para aumentar a área agrícola ou o pasto, intensificam o desequilíbrio ecológico,promovendo a destruição de grandes extensões florestais.
Ademais,é necessário citar que tal problema provoca danos sociais,financeiros e ambientais. Essa realidade confirma o pensamento do teórico político Thomas Hobbes. De acordo com esse filósofo,“o homem é o lobo do homem”,ou seja,ações individuais geram consequências para o próprio sujeito e para sua comunidade. Nesse sentido,os incêndios criminosos,muitas vezes relacionados às práticas econômicas do campo,são responsáveis por promover prejuízos às populações locais e ao país,como a eliminação de reservas indígenas,o crescimento de doenças respiratórias na sociedade rural e o rápido esgotamento do solo. No entanto,as perdas mais graves resultantes dessa prática são as agressões ao meio ambiente,com o agravamento do efeito estufa e do aquecimento global,além de perdas da biodiversidade brasileira em razão da extinção de muitas espécies de animais e vegetais. Dessa maneira,percebe-se que a visão egocêntrica de mundo.coloca em risco a qualidade de vida social.
Logo,para minimizar as queimadas e seus danos,o Estado deve buscar combater esses atos criminosos. Isso pode ser feito mediante a criação de leis mais rigorosas e o aumento de investimentos no uso de tecnologia para monitorar áreas florestais. Ademais,deve-se intensificar a fiscalização das propriedades agrícolas,por meio de visitas periódicas,além da orientação dos produtores,principalmente dos pequenos proprietários,sobres os prejuízos dessas práticas e medidas alternativas para o manejo do solo. Tais ações visam proteger as matas e engajar a comunidade rural no controle desse problema.