O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 17/07/2020
A Constituição Federal de 1988 promete garantir um ambiente ecologicamente equilibrado e saudável, a fim de promover o bem-estar social. Porém, essa não é uma realidade no país, visto que os incêndios nas matas brasileiras não só ainda são uma realidade no território do país, como também aumentam a cada ano. Nesse contexto, torna-se urgente discutir a preocupante ausência de uma ética ecológica no país, juntamente com as consequências do ato agressivo de queimar o solo.
De início, cabe analisar que o escritor Hans Jonas, em sua obra “O Princípio de Responsabilidade: Ensaio de uma ética para a civilização tecnológica”, destila que deve haver uma integração entre os interesses econômicos e o cuidado com a natureza. Tal pensamento é, atualmente, uma realidade distante do Brasil, o qual não se preocupa com o consumo ético e consciente do meio ambiente. Este, já encontra-se extremamente desgastado, e ainda continua sendo alvo de atos agressivos, como as queimadas nas florestas e matas brasileiras, as quais ocorrem para reformar o solo, com a finalidade do uso abusivo do mesmo para o pasto ou a agricultura. Logo, os fins econômicos no país estão numa relação superioridade em relação ao cuidado para com a natureza.
Ademais, é importante entender que segundo o Jornal O Globo, a área de queimadas no Brasil dobra em 2019. Tal fato mostra o preocupante aumento de incêndios ambientais no país, os quais refletem no desenvolvimento social e não só do Brasil, como do mundo. Exemplos de tais reflexos são desmatamento, extinção de espécies endêmicas, problemas respiratórios em populações próximas à área queimada e , principalmente, a emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa, indo de encontro ao Protocolo de Quioto vigorado em 1997. Diante disso, torna-se visível que os incêndios nas matas brasileiras prejudicam o bem estar social e ambiental, contribuindo para a degradação do planeta.
Diante dos fatos supracitados, é notório que o Brasil precisa direcionar mais atenção a questão do aumento das queimadas nas matas brasileiras. Urge, portanto, que o Ministério da Educação, em parceria com a Mídia, promova a conscientização ambiental da sociedade por meio de debates com especialistas nos mais diversos veículos de comunicação, os quais abordem de maneira delicada sobre a importância de ter uma relação saudável com o meio ambiente, fazendo com que a sociedade se entenda parte deste, para assim respeitar os limites da natureza. Além disso, cabe ao Governo Federal a penalizarão de quem comete queimadas nas áreas brasileiras, pela disponibilização de agentes ambientais que fiscalizem e multem empresas ou propriedades privadas que efetuem queimadas no país. Para então, finalmente efetivar a Carta Magna no Brasil.