O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 10/07/2020

Na pré-história, o homem deixou de ser nômade para ser sedentário no processo que ficou conhecido como Revolução Neolítica. Desde então, deu-se início à exploração brutal da natureza pelo ser humano, o qual passou a desmatar sem medida para estabelecer suas lavouras e construir as primeiras cidades. Atualmente, esse comportamento de desrespeito ao meio ambiente ainda se verifica e, nesse contexto, o aumento dos incêndios nas matas brasileiras consiste em um problema. Esse empecilho tem sido causado pela expansão do agronegócio no país e pelo cuidado insuficiente dado pelo estado às florestas nativas.

A princípio, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem deveria conduzir suas ações baseado no “Imperativo Categórico”, ou seja, nos valores éticos e morais. No entanto, isso não é observado nas atitudes de parte dos lavradores e donos de fazenda. Esses, com o intuito de expandir suas culturas, invadem as áreas florestais brasileiras e realizam queimadas, uma técnica de limpeza do solo ilegal, ultrapassada e prejudicial à natureza, para o estabelecimento de suas lavouras. Portanto, a expansão do agronegócio no país está relacionada ao aumento de incêndios nas matas nacionais.

Além disso, outro fator que contribui para o agravamento do problema dos incêndios no Brasil é a negligência estatal. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, cerca de 986.185 hectares de matas foram destruídas por queimadas criminosas em 2017. Diante disso, é importante perceber que falta fiscalização e cuidado, por parte das entidades governamentais, no que diz respeito à preservação dos ecossistemas e biomas do país.

Logo, é preciso adotar medidas para mudar essa situação. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve combater os incêndios nas matas brasileiras, por meio do aumento da fiscalização, realizada por guardas florestais, nessas regiões de preservação, a fim de garantir com maior eficácia a proteção dos ecossistemas nacionais. Ademais, precisa ser feito, por esses agentes do governo, o monitoramento das fronteiras agrícolas para que, em caso de prática de crimes ambientais pelo agronegócio, as punições, como multas e prisões, sejam aplicadas aos infratores da lei.