O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 17/07/2020

O racionalismo cartesiano, vigente no século XVII, influenciou as explorações realizadas no território brasileiro como se seus recursos fossem inesgotáveis. Entretanto,hoje, vê-se que essa prerrogativa é um erro que, intencionalmente, continua sendo cometido. Assim, em sua maioria, por interesses políticos na expansão da agropecuária o número de incêndios nas matas do país, principalmente na Amazônia, vem aumentando drasticamente. Portanto, entender a gravidade da situação e saber suas consequências são de grande importância para o seu combate.

Em primeira análise, esses incêndios nas matas brasileiras aumentaram de maneira absurda, assim como os interesses sobre o agronegócio também. Segundo o jornal El País, essas queimadas  na Amazônia aumentaram cerca de 83% desde a mesma época em 2018, ou seja, mais território com a função do solo alterada para o plantio e pasto. Ainda que sob a premissa de que elas são realizadas com finalidade agrícola - adotando uma estratégia de contenção de danos-, muitas acabam perdendo o controle e, consequentemente, desmatam o solo, contribuindo mais uma vez para a expansão da fronteira agrícola.

Em segunda análise, o aumento desses incêndios afeta diretamente na vida da população do país, majoritariamente a silvícola. Segundo -também- o jornal El País, esses incêndios afetaram cerca de 68 reservas indígenas e áreas de conservação em 2018, isto é, a dizimação desse povo - cuja proteção constitucional não sai do papel- continua desde a colonização. Além disso, essa onda de incêndios traz consequências não só sociais, como climáticas também. Segundo a revista Veja, os focos de calor na Amazônia aumentaram cerca de 150% em 2019, afetando assim, o clima de todo o país, pois a diminuição da umidade interfere diretamente no curso dos rios fluviais e formação das massas de ar.

Cessar o aumento de incêndios nas matas brasileiras torna-se, pois, tarefa principal para que haja um desenvolvimento sustentável no território nacional. Cabe, portanto, às instituições ambientalistas em parceria com a sociedade civil pressionar por meio de atos, online e presenciais, o Governo Federal a fim de que ele deixe de negligenciar a crise ambiental existente. Também cabe ao Congresso Nacional a fiscalização e a promoção de medidas que garantam a sobrevivência, segurança e autonomia das tribos indígenas, principalmente, ribeirinhas ao foco dos incêndios. Com isso, o racionalismo cartesiano pode deixar o protagonismo para o desenvolvimento sustentável.