O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 15/07/2020
Na biologia, existe um processo chamado de vicariância, que é o processo onde surge uma barreira geográfica a partir de um fenômeno natural ou não natural, induzindo a formação e a extinção de espécies. No Brasil, as queimadas é um caso claro de barreira geográfica criado pelo homem, forçando os animais a migrarem para locais onde não são adaptados, como as cidades, outros biomas, entre outros, levando algumas espécies ao seu fim, e isso ocorro devido a falta de fiscalização e de verbas para combater tal crime. Logo, é importante analisar as causas das recorrentes queimadas e consequências ao meio ambiente e a vida humana.
De início, é importante pontuar os fatores que permitem a recorrência de tais crimes. Nesse contexto, no Brasil, há um processo histórico de exaurimento de seus recursos naturais desde o período colonial como a destruição da mata atlântica, entre outros, sendo assim a chamada “vista grossa” é uma característica comum no cenário sociopolítico brasileiro, e esse cenário se reflete com a “lei federal 897 de 2019” conhecida como “Mp do agro” que flexibiliza as leis ambientais dando mais poder a indústria do agronegócio de desmatar e reduz as penas de pessoas envolvidas em crimes ambientais, sendo assim a brindo margem para um crescimento no número de queimadas e degradação do meio ambiente. Nesse prisma, é observável a agravação do problema quando a pesquisa feita pelo “site G1”, “o número de queimadas em 2019 cresceu 81% em relação a 2018”.
A priori, é importante frisar como a agressão ao meio ambiente atinge todos os seres vivos da biosfera. Nesse enfoque, com a emissão de gás carbônico como subproduto das queimadas, há o agravamento do conhecido efeito estufa, que influência diretamente todos os ecossistemas e principalmente os seres endotérmicos “animais que não controlam sua temperatura”, que constituem a base da cadeia alimentar do globo como os peixes, anfíbios e répteis, que são os maiores atingidos das agressões ao ambiente. Nessa espectro, a fala como a do pesquisador “Jan Batiste Furrier " um dos elaboradores da teoria do efeito estufa, estimava que dentro de 300 anos a terra sofreria com uma crise ambiental e nutricional, que atingiria principalmente o topo da cadeia alimentar, os seres humanos. Portanto, é prudente formular soluções para tal problema. Dessa forma, o Ministério do meio Ambiente em parceria com as prefeituras dos estados brasileiros, deveriam fazer o projeto “brasil paralelo” através de uma emenda constitucional, que vai financiar pesquisas nas universidades federais descobrindo métodos de diminuir as emissões de carbono, e levara um contingente de agentes devidamente treinados para as áreas de conservação ambiental para casos de queimadas e crimes ambientais. Sob essa perspectiva, o efeito esperado é acabar o efeito estufa e a vicariância.