O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 13/07/2020

O território brasileiro apresenta uma enorme diversidade de biomas, os quais estão mutualisticamente interligados, caracterizados pela abundância da fauna e da flora. Porém, essa riqueza natural é mercantilizada de modo não sustentável, o que provoca a degradação das matas nacionais, principalmente pelas queimadas advindas do extrativismo ilegal. Isso ocorre devido à exploração lucrativa dos derivados das florestas, resultante do limitado rigor da leis brasileiras de proteção ao meio ambiente.

Em primeiro lugar, a jornalista brasileira e autora do Podcast “O Assunto” Renata Loprett  afirmou que o Brasil vive as consequências da falta de compromisso dos governantes em relação à segurança ambiental. Essa “desliderança” acarretou o grande incêndio da Floresta Amazônica no final do ano de 2019, por causa da sutilidade das leis brasileiras na proteção das matas nacionais. Como resultado, a exploração desregrada e a discordância à sustentabilidade promove a devastação territorial e empobrecimento dos biomas. Desse modo, o aumento exponencial dos incêndios das matas, ano após ano, se dá tanto pelos fins lucrativos estatais, quanto pela exploração ilícita, em dissonância ao plano econômico, social e ecológico correto.

Por conseguinte, o processo de colonização do Brasil, juntamente ao sistema econômico vigente no século XVI, fixou-se profundamente na cultura lucrativa, arrastando-o à atualidade. Ou seja, esse modelo, o qual ocorre a predominância da exportação de matéria-prima, ainda se sobrepõe na base da economia nacional. Assim sendo, esse fator dá oportunidade ao lucro clandestino e ilegal que ocorre de modo explorador e insustentável. Isto é, a não consideração do equilíbrio entre os ramos econômico, social e ambiental acarreta prejuízos, especialmente ecológicos, como as queimadas. Esse fato se projeta negativamente nas comunidades locais (indígenas) e depois na sociedade nacional como um todo e, consequentemente, na área financeira brasileira.

Portanto, torna-se imprescindível à sustentabilidade a contenção do aumento de incêndios nas matas brasileiras. Dessa forma, o Ministério do Meio Ambiente deve coibir as ações extralegais na exploração ambiental. Isso será possível por meio da criação de leis mais rígidas de proteção e punição, além da maior fiscalização das áreas florestais, com câmeras aéreas em circulação e barcos de monitoramento para tráfegos fluviais. Agindo assim, promover-se-á a harmonização entre o social, o econômica e o ambiental. Ademais, o Estado, em conjunto a organizações não governamentais, deve desestimular a prática do extrativismo que não vise o desenvolvimento sustentável. Isso será viável por intermédio da maior valorização e incentivo a empresas corretas em termos ecológicos, por meio de investimentos e preferência no mercado econômico, objetivando a quebra da cultura colonizadora no brasil.