O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 16/07/2020

Em meio ao século XXI, o Brasil ainda sofre constantemente com o aumento das queimadas, fato afirmado pelo Greenpeace em 2019 devido aos focos de incêndios terem aumentado em mais de 80%, o que é algo contraditório, já que com o avanço das tecnologias de monitoramento sobre as extensões de terra é possível ter um rastreamento mais amplo e em tempo real. Porém, esse aumento se dá principalmente ao modo no qual agropecuaristas fazem a limpeza do solo seja em prol do pasto ou da própria agricultura além de que, existe também a possibilidade das queimadas serem devido ao clima do Cerrado que proporciona incêndios de maneira natural quando elas ocorrem no Centro-Oeste.

Um dos maiores pilares que sustentam o aumento indiscriminatório das queimadas no solo brasileiro é a limpeza dos terrenos, isso porque já que a Constituição Brasileira não entende como algo criminal, as vertentes da agropecuária utilizam isso para se apropriar de práticas ilegais. Assim, uma das consequências para tal absurdo é a degradação do solo, já que após o ato da queima, o ciclo natural dos nutrientes e a fauna são amplamente afetados, gerando um efeito negativo que prejudica não só a natureza mas também todo o equilíbrio natural. Assim, é evidente que é necessário que a sociedade brasileira pare de naturalizar tal ato e passe a combater não só por meio das redes sociais, mas também agindo de forma que vigie a preciosidade e a riqueza do solo nacional.

Apesar das queimadas por parte da agropecuária ser um fator consistente no problema, o bioma do Cerrado por ter um clima seco contribui para a dispersão de focos de incêndios de maneira natural. Porém, é algo bem pontual e só ocorre diante da presença de raios quando a floresta em si se encontra totalmente seca. Com base nisso, Ricardo Mello, gerente do World Wide Fund of Brazil afirma “É o homem botando fogo. Não existe outro cenário.” Dessa maneira, é primordial que exista uma regulamentação e fiscalização mais pesadas nas zonas de perigo para tal ato, desaguando assim, em maneiras combativas que podem transfigurar os hábitos sociais em maneiras de fiscalização mais regradas.

Para que ocorra uma gradual queda dos incêndios nas matas brasileiras, é primordial que o Ministério do Meio Ambiente se manifeste com mais frequência a partir de campanhas que conscientize os agropecuaristas a banir as práticas de incêndio para limpeza do pasto. E ainda, é necessário que a Mídia, configurada como Corpo Docente por Mário Sérgio Cortella, disponibilize publicidades de maneira didáticas de modo a ressignificar alguns hábitos sociais que podem eclodir em incêndios, para que assim, diminuam progressivamente os focos. Sem deixar de lado, a importância do IPHAN como forma de fiscalização junto aos próprios moradores locais na tentativa de uma mudança eficaz.