O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 15/07/2020

Segundo o filósofo Hegel, o pensamento social evolui com o decorrer da história, dado que a sociedade passa a adotar ideais coletivistas com o intuito de se tornar mais inclusiva e garantir qualidade de vida para toda população, porém o recente aumento de incêndios em matas brasileiras reflete uma predominância do pensamento individualista, o que seria considerado por Hegel como um retrocesso. Tal ação prejudica a integridade de patrimônios naturais e compromete a economia nacional.

A priori, é importante destacar que os incêndios põem em risco patrimônios brasileiros, já que essas ações viabilizam a extinção da fauna e flora, a poluição de bacias hídricas e o empobrecimento do solo, o que afeta a integridade das reservas ambientais e indígenas da região. Além de que os gases emitidos nas queimadas são extremamente corrosivos e tóxicos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento da Amazônia, por exemplo, cresceu 34% em 2019 e a tendência é aumentar, caso não sejam tomadas medidas.

A posteriori,  o desmatamento compromete a economia nacional, visto que além de prejudicar a renovação dos recursos extraídos e, consequentemente, sua disponibilidade a longo prazo, essas atitudes diminuem a produtividade da mão de obra geral em território nacional. A quantidade de animais aquáticos das regiões adjacentes aos focos de incêndios, tendem a diminuir devido à falta de alimento, destruição do seu habitat e do percurso dos rios.

Portanto, na tentativa de diminuir o índice de incêndio em matas brasileiras, a Polícia Militar Ambiental deve aumentar a fiscalização dessas regiões através de satélites, pontos de controle e vigilantes. Além de  que o Estado necessita implantar leis que limitem a quantidade de recursos naturais extraídos pelas indústrias e que seja feita a reposição do ecossistema que for alterado, a fim de que tenhamos estabilidade ambiental no Brasil.