O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 16/09/2020

A Revolução Industrial no século XVIII, traz ainda consigo consequências que afetam drasticamente o meio ambiente, principalmente devido a busca incansável do homem por matéria-prima ou pelo agronegócio, atitudes que levam a queima desenfreada de pastos e das matas brasileiras, o que influência negativamente no processo de mudança climática da Terra. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), “o Brasil é o país líder em focos de incêndios na América Latina”, fato que gera um grande impacto ambiental. Logo, há empecilhos que dificultam o controle dos incêndios no território brasileiro, tais como, a expansão do agronegócio e a inoperância estatal.

De acordo com o INPE, “o Brasil terminou o ano de 2019 com 318 mil km2 de área florestal consumidas pelo fogo”. Assim, é visível que grande parte das queimadas é resultado da ação antrópica imprudente, como mostra o pensamento de Karl Marx, “em um mundo capitalizado a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais”, o que é claramente percebido na realidade da sociedade brasileira, como o aumento de incêndios no norte e centro oeste que estão diretamente ligados a expansão da fronteira agrícola, devido o agronegócio e outros interesses econômicos. Portanto, esse alto nível de queimadas nas matas brasileiras coloca os ecossistemas em risco e acelera o aquecimento global.

Além disso, destaca-se a inoperância estatal como impulsionador dos incêndios. De acordo com a Lei n° 9.605, artigo 41, provocar incêndio em mata ou floresta, terá como pena reclusão de dois a quatro anos e multa. Porém, esta lei não é rigorosamente aplicada, visto que o número de incêndios cresce diariamente devido a ineficiência na fiscalização e a dificuldade em identificar o autor do crime, e dessa forma, muitos casos ficam impunes o que incentiva a perpetuação das queimadas nas matas brasileiras, o que prejudica radicalmente a fauna e a flora, diminuindo os alimentos e habitats dos animais.

Portanto, é necessário medidas que amenizem este grave problema, pois o comportante humano negligente prejudica diariamente as matas brasileiras. Logo, o Ministério do Meio Ambiente deve utilizar as mídias para conscientizar a população sobre as consequências dos incêndios, realizar palestras em escolas com o objetivo de incentivar o reflorestamento de áreas devastadas e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, deve levar aos agricultores e pecuaristas medidas alternativas de produção sem o uso do fogo. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), devem montar postos de fiscalizações nos locais de maiores focos de incêndios e punir severamente pessoas que cometerem o crime previsto na Lei n° 9.605, artigo 41. Somente assim, o número de incêndios nas matas brasileiras e impactos ambientais decairá.