O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 28/09/2020

No período Neolítico, o homem descobriu duas coisas de extrema importância: o fogo e a pecuária, imprescindíveis na produção de alimento. Na contemporaneidade, apesar do fator climático-natural estar presente, é inegável que o fogo nas matas também advém de ações antrópicas, sobretudo no Brasil. Nesse sentido, o aumento de incêndios é promovido pelo acentuado desenvolvimento industrial e pela ineficácia das atuais leis existentes, que visam à diminuição das queimadas.

A priori, a industrialização brasileira, que teve seu início na Era Vargas, revolucionou o país ao expandir a oferta de emprego, porém, ao mesmo tempo proporcionou um lançamento de gases poluentes que, unidos ao clima seco de algumas regiões brasileiras, podem causar focos de incêndio. Sob tal ótica, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) proibiu, em 2007, a importação do gás CFC, que é poluidor ao ponto de destruir a camada de ozônio. Entretanto, ainda circulam muitos outros destes, tão tóxicos quanto, como o monóxido de carbono.

Outrossim, há uma falha do Estado no que tange à preservação de suas matas naturais. Um famoso ditado popular já afirmava que “quando a última árvore for cortada, o último peixe for pescado e o último rio envenenado, só então perceberemos que não se pode comer dinheiro.” Partindo desta reflexão, as atuais leis não cumprem seu papel, pois ao invés das queimadas diminuírem, elas infelizmente aumentam sucessivamente a cada ano.

Portanto, é cabível ao Poder Legislativo, no âmbito federal e fazendo parcerias com o Ministério do Meio Ambiente, elaborar novas leis, por meio da delimitação de áreas e terrenos destinados aos pecuaristas e agricultores, com árdua fiscalização rotineira, a fim de que as florestas naturais sejam mais preservadas e menos influenciadas pelo homem, contribuindo para a redução de focos de incêndio no Brasil, que estão em ascensão.