O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 29/09/2020

O filme Homens de Coragem relata um grupo de bombeiro que lutam diariamente contra os incêndios florestais. Essa atividade vem aumentando exponencialmente nos últimos anos. No século XXI, a problemática ocorre em virtude da ação do homem, gerando inúmeras consequências aos ecossistemas presentes em seu habitat. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil desde os processos industriais, há uma desvalorização das riquezas naturais como a Floresta Amazônica. Diante disso, percebe-se, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INEP, a ação humana ainda é a maior causadora dos incêndios florestais. De maneira análoga, identifica-se que os incêndios muitas vezes é uma tentativa de liberação de espaço para a atividade de agropecuária, uma vez que os recursos ambientais são desvalorizados e outras atividades são mais lucrativas e priorizadas.

Desse modo, as populações de animais sofrem diariamente com os incêndios. A vista disso, nota-se que os impactos para a fauna são inúmeros, como por exemplo nos incêndios do Pantanal em 2020, a espécie de Tuiuiús, que são aves símbolos da região, foram vistos pairando sobre as cinzas, assustados com todo o fogo que atingiu o Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para o futuro de tais espécies, já que animais mortos foram encontrados em meio a mata e araras-azuis voaram sem rumo, com dificuldades para reconhecer seu habitat natural.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que sistema executivo confisque com rigor as leis contra desmatamento ilegal e multe aqueles que descumpriem a lei, de modo que os incendios por açoes humanas seja ínfimo e com o objetivo de que a biodiversidade seja mantida. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate e soluções para os impactos dos incêndios na fauna dos biomas atingidos, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.