O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 03/10/2020
Os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” são um projeto da Organização das Nações Unidas (ONU) de planejamento mundial com diferentes atuações, dentre elas no âmbito ambiental, por exemplo, com o fito de sanar problemas contemporâneos e garantir a sustentabilidade das ações humanas ao longo do tempo. Sobre esse ponto de vista, a Agenda 2030 prevê a conservação dos ecossistemas e a reversão de biomas já degradados que estão com sua biodiversidade ameaçada. Desse modo, em uma perspectiva nacional, visto que as queimadas nas matas brasileiras têm aumentado e haja vista a repercussão da necessidade de conservação da Floresta Amazônica internacionalmente, com o “Pray for Amazonia” em 2019, urge analisar as causas e consequências dos constantes incêndios no país.
Mormente, segundo a Revista Época, cerca de 50% da cobertura original do Cerrado brasileiro não existe mais. Indubitavelmente, o Brasil nunca teve políticas concretas capazes de mitigar o problema da preservação ambiental. Em síntese, historicamente, desde a chegada dos portugueses, o território nacional é visto como uma fonte inesgotável de renda que pode ser explorada sem restrições. Isso foi determinante para a extração da fauna e flora no país ao longo dos anos. O abandono do Estado em socorrer e fiscalizar esses espaços também torna mais difícil a preservação do meio ambiente.
Ademais, efeito estufa, perda da biodiversidade, extinção de animais e de plantas exóticas devido a destruição de seus habitats naturais, redução dos biomas e perda de propriedades indígenas são consequências diretas de incêndios e ações irregulares nas matas brasileiras. Por conseguinte, vale salientar que a Floresta Amazônica é considerada um Patrimônio Natural da Humanidade, portanto, a não preservação desses ambientes vai na contramão do Desenvolvimento sustentável previsto pela ONU.
Destarte, pelos fatos supracitados, faz-se mister a implementação de medidas práticas para sanar esses entraves. Cabe, então, ao Estado, em coalizão com o Ministério do Meio Ambiente e com atuação de diferentes esferas políticas (Executivo, Legislativo e Judiciário), a aplicação e a manutenção das leis vigentes que defendem áreas de preservação ambiental. Além disso, por meio de equipamentos tecnológicos, como drones e satélites que mapeiam o território brasileiro, promover a fiscalização espacial computadorizada com a finalidade de prevenir e combater queimadas no Brasil. Desse modo, o país estará alinhado com o Desenvolvimento Sustentável mundial.