O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 09/10/2020

“Se eu soubesse que o mundo se acaba amanhã, eu ainda hoje plantaria uma árvore”, a frase dita pelo ativista Martin Luther King reflete o pensamento humano sobre a preservação da natureza. No Brasil, desde o século XV as atividades econômicas estão relacionadas a exploração de recursos naturais e na maioria das vezes sem se preocupar com suas consequências. Hodiernamente, queimadas no território nacional para a extração madeireira e aumento de áreas para pastagem associadas à omissão governamental tem contribuído para que o problema esteja longe de acabar.

A priori, desde o período colonial, o Brasil concentra suas atividades voltadas a exaustão de recursos naturais e minerais. Atualmente a grande discussão levantada, em grande parte por ambientalistas, é acerca das queimadas desordenadas que degradam cada vez mais o meio ambiente, não só pela diminuição das áreas verdes, mas também pelo aumento da emissão de gases poluentes na atmosfera, que por sua vez agravam o efeito estufa.

Analisando os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em 2019 houve um aumento de cerca de 70%, em relação ao mesmo período que o ano anterior, como causa dessas queimadas podemos citar a extração vegetal, a ampliação de regiões para pastos e também os incêndios provocados por acidentes. Diante disso, percebe-se que a proteção é dever conjunto do setor privado, poder público e sociedade.

Nesse sentido, é fundamental uma intervenção do Ministério do Meio Ambiente atuando com maior rigor na fiscalização, fazendo uso de tecnologias como “drones” e imagens por satélite para monitoramento em tempo real de áreas de preservação. Paralelo a isso, o trabalho de conscientização é fundamental para resultados a longo prazo, sendo assim o Ministério da Educação deve assumir o papel de protagonista em escolas e universidades promovendo palestras e cartilhas de como evitar queimadas e estimular o plantio de árvores.