O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 23/12/2020

Um dos objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis da ONU é assegurar a preservação dos biomas terrestres e aquáticos do mundo. No entanto, em 2020, observou-se a proliferação de árduos incêndios, no território nacional, que comprometeram consideravelmente parte a fauna e flora do Pantanal - maior planície inundada do planeta. Diante dessa agressão ambiental, é necessário avaliar as vertentes do agronegócio e a das mudanças climáticas associadas às ações antrópicas. Logo, urgem políticas públicas capazes de atenuar drasticamente as queimadas das florestas brasileiras.                    Inicialmente, é válido salientar que a agropecuária demanda grandes terrenos para a concretude do plantio agrícola, bem como do pasto para o estabelecimento dos ruminantes. Por conseguinte, com o objetivo de limpar essas áreas para a produção agropastoril, são observados os fenômenos das queimadas não supervisionadas, as quais prejudicam o equilíbrio biótico –plantas, animais e decompositores- do local, uma vez que tais regiões têm sua vegetação destruída em função do progresso do agronegócio. Isso ocorre, segundo o filósofo alemão Hegel, porque o ser humano vê, de forma predatória, o meio ambiente como um reservatório natural de riquezas. Dessa forma, é dada uma ínfima importância aos malefícios causados ao meio natural, priorizando, assim, o lucro acima da vida.         Ademais, a situação torna-se ainda mais crítica quando considerados os efeitos das intensas queimadas provocadas pelos homens associadas às alterações climáticas no mundo. Nesse viés, a queima de árvores e gramíneas libera dióxido de carbono, gás que facilmente retém calor, potencializa o efeito estufa. Acerca disso, tal fenômeno contribui para a elevação da temperatura global e propicia, por consequência, o derretimento do gelo continental, alagamento de cidades costeiras e, mormente, a morte de plantas e animais não adaptados a esse aumento. Em síntese, tendo em vista que a acentuação de ações humanas contínuas gera sequelas no âmbito global, é imperioso o engajamento de indivíduos em causas ambientais para o controle desse cenário conturbado.

Compreende-se, portanto, a necessidade de conter as queimadas nas matas brasileiras. Para tanto, é dever do IBAMA fiscalizar terrenos agrícolas e regiões florestais, por meio da utilização de tecnologias de controle de imagem, por exemplo, drones e GPS, com intuito de coibir queimadas irregulares e desautorizadas advindas do processo agrícola. Além disso, cabe ao Ministério da Educação criar e divulgar, por intermédio da mídia, instituição formadora de opiniões, cartilhas- as quais evidenciem os impactos gerados pelas queimadas de origem antrópica-, para conscientizar a população e, por fim, atenuar o número de incêndios artificiais no país.