O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 09/01/2021

Segundo o canal brasileiro de TV por assinatura CNN Brasil, o Pantanal atingiu a maior taxa histórica de queimadas em 2020 com aumento dos focos de incêndio em torno de 200% no mês de setembro, ao comparar o período homólogo do ano anterior. Esse contexto infausto irronpe devido às atividades agrícolas e pecuaristas, e ,também, por intermédio da hodierna estação – bem mais seca e quente do que a média nacional. Sendo assim, torna impreterível a análise e a resolução dessa conjuntura com o intuito de mitigar a queima das matas brasileiras.

Sob esse prisma, o emprego do fogo para uso da agricultura e pecuária aumenta a oferta de pastos para animais e manejo da terra para plantio no Pantanal brasileiro, todavia, tal prática é um verdadeiro combustível para iniciar incêndios, principalmente no período seco. Acerca disso, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), as queimadas nesse bioma em 2020 foram as maiores em 23 anos. Nesse viés, a área, a qual as chamas destruiu, abriga, ainda, o fogo nas camadas subterrâneas de matéria orgânica altamente inflamável e emerge para superfície ao encontrar uma vegetação sequíssima. Dessa forma, o fogo, ‘‘que nunca se apaga’’, de modo infeliz, destrói a biodiversidade vegetal e animal do Pantanal, e o torna viável para a criação em grande escala de forragens e grãos.

Ademais, vale balizar que a ausência de um regime pluvial favorece a propagação e o avanço das queimadas nas matas do país. Isso posto, conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o volume de chuvas na Bacia Panteneira de outubro passado a março de 2020 — considerado período chuvoso — foi 40% menor que a média de anos anteriores. Em razão disso, há o alastramento das queimadas devido à existência de menor área inundada na planície desse bioma, e mais espaço para servir de “combustível” para o fogo acidental, natural ou criminoso. Assim, esse fenômeno compromete a vegetação nativa, destrói extensas áreas de lavouras e degradada a fertilidade desse solo.

Portanto, no âmbito da União, é ‘‘mister’’ que o poder executivo deve tomar providências para esvanecer o cenário vigente. Logo, para conter os incêndios nas matas brasileiras, é inadiável ao Ministério do Meio Ambiente coordenar políticas públicas de conscientização. Isso deve ser feito mediante uma comissão responsável por criar o estímulo à adoção de práticas alternativas ao uso do fogo nos biomas. São exemplos, a rotação de culturas — técnica agrícola de conservação de solos —, e o ecoturismo — atividade que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, para incentivar sua preservação. Destarte, o aumento dos focos de incêndios no Pantanal serão assolados no País.