O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 03/01/2021
Com o fim da Guerra Fria e a consolidação do novo modelo econômico, cresci no mundo o capitalismo desenfreado. Logo, seguindo essa lógica supracitada, muitos agricultores, com o objetivo de aumentar os lucros, desmatam extensas áreas de matas para a produção agrícola. Entretanto, tal prática, além de ser maléfica para a natureza e interferir nos ciclos ecológicos, é anticonstitucional. Visto isso, a negligência por parte do governo e a forte mentalidade individualista dos empresários são os principais responsáveis pelo aumento dos incêndios nas matas brasileiras.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o impasse. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é o responsável por garantir o bem-estar social. No entanto, isso não ocorre no Brasil. Diante disso, devido à falta de atuação das autoridades, grandes agricultores sentem-se livres para incendiar unidades de conservação ambiental e terras indígenas, uma vez que a legislação tem pouca ação para punir os infratores. Dessa forma, agrava o problema da concentração fundiária e o importante direito à preservação ambiental é ameaçado.
Outrossim, a busca pelo ganho pessoal acima de tudo também pode ser apontado como responsável pelo problema. De acordo com o pensamento marxista, priorizar o bem pessoal em detrimento do coletivo gera inúmeras dificuldades para a sociedade. Nessa perspectiva, grandes empresários, para aumentar os lucros, incedeiam imensas áreas florestais para desmatar e limpar a terra, com o objetivo de aumentar a região de pasto e a produção de gado. Desse modo, a união da sociedade é essencial para garantir o bem-estar coletivo e combater os incêndios nas matas brasileiras.
Infere-se, portanto, que é necessário que medidas sejam efetivadas para mitigar o infortúnio. Sendo assim, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, deve atuar em favor da população, por meio da criação de projetos que coloquem em prática as leís já existentes de proteção ambiental, a fim de punir os responsáveis pelas queimadas e acabar com os incêndios. Além disso, a sociedade, como conjunto de indivíduos que compartilham valores culturais e soicais, deve agir em conjunto, por intermédio de boicotes e campanhas de mobilização, para que os agricultores sintam-se pressionados pela população e sejam obrigados a abandonar a prática.