O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 07/01/2021

Desde o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, se nota no Brasil cada vez mais um descaso nas políticas públicas e ambientais. Esse último, sobretudo, tem tomado proporções catastróficas como se pode analisar com as centenas de queimadas no país em 2020. Dessa forma, esse tipo de ilegalidade ganha certa legitimidade do Governo Federal em razão a uma idéia reacionária que o colocou no poder.

Em primeiro plano, se pode questionar as necessidades de um Estado em que foi construído, primordialmente, no século XVI a partir do desmatamento. Ou seja, com o recolhimento em massa do Pau-brasil - árvore nativa - para servir de coloração para os tecidos europeus no sistema pré-capitalista. Assim, a persistência da memória é uma das divergências que o Brasil possui, visto todas  as problemáticas que essa relação mercantilista desencadeou, como por exemplo: a destruição da Mata Atlântica, o genocídio e processo de aculturação dos índigenas entre outros. Entretanto, é notável ver que o país pouco aprendeu com isso, mesmo com o desenvolvimento tecnológico e cientifíco da modernidade, com a consciência do Aquecimento Global e dependência da sociedade com a fauna e a flora.

Ademais, com a vigoração da extrema-direita com Jair M. Bolsonaro na presidência, a sociedade brasileira se vê com negacionismo em prática, acima de tudo e todos. Por isso, todo o progresso mínimo que a terra dos tupiniquins obteve nos últimos vinte anos se viu destruída gradativamente desde o golpe de 2016. E principalmente, em 2019 com a posse do homem que salda a Ditadura Militar Brasileira (1964 - 1985). Todavia, o que ocorre no ano de 2020 é sem precendentes, todos os principais biomas nacionais foram alastrados com brasas e fogos, com um aumento em 200% em nível nacional comparado com o ano de 2019, dados do INPE.

É necessário, portanto, compreender a importância de uma educação libertadora nos moldes em que o padrono do ensino nacional, Paulo Freire dita. Com os dados de 2019 da ONU, o Brasil é o segundo colocado entre todos os países com a maior concentração de renda do mundo, isso mostra o quão ineficaz o ensino tem sido e demonstra de forma tácita a razão pela qual ocorre a eleição de Bolsonaro.

Deste modo, o país em proporção continental que é o Brasil, onde possui a maior floresta do mundo deve ter como responsabilidade e eficácia a preservação de suas matas. Isso porque o que está em jogo é a vida humana. Por conseguinte, deve ser valorizado ao máximo as ciências e a educação pública, tanto as áreas de humanas, quanto as biológicas e exatas. Então, é dever do Estado promover tais ações com auxílio do Ministério da Educação, em aprimorar a consciência coletiva do valor subsistente humano com as ciências, com apoio de todas as redes comunicativas.