O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 14/01/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando observa-se a intensificação de incêndios nas matas brasileiras, hodiernamente, percebe-se que essse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pela ineficiência governamental, seja pela irresponsabilidade por parte de alguns agricultores. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Em primeira análise, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, o despreparo do Estado para lidar com esse tipo de situação rompe com essa harmonia, haja vista que em decorrência das leis ineficazes e da falta de fiscais suficientes para realizarem o mapeamento, o controle dessas áreas e aplicação de multas, quando necessário, permite a ação de criminosos. Nesse contexto, segundo o site o.tempo a região do Mato Grosso, onde se localiza o maior número de focos de incêndios, infelizmente, é a região com menor némero de aplicação de multas, dessa forma, rompendo com a visão aristotélica.
Outrossim, destaca-se a irresponsabilidade de agricultores como impulsionador do problema. De acordo com o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que boa parte dos agricultores compartilha um pensamento, devido a demora do Estado para punir os responsáveis, de que ficarão impunes, dessa forma, continuam utilizando de técnicas rudimentares, por exemplo, a queima do pasto para limpar o terreno, a qual é a priincipal causadora desses incêndios quando possui proporsões maiores. Diante disso, medidas fazem-se necessárias para mudar tal situação.
Portanto, é evidente, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Estado deve, em parceria com o Ministério da Agricultura, criar um orgão que fique responsável pelo monitoramento e acompanhando de perto a conduta dos agricultores. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, O ministério da educação deve, instituir nas escolas palestras ministradas por psicólogos, para os pais e alunos, que discutam o combate ao aumento de incêndios nas florestas brasileiras, afim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.