O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 15/01/2021

O objetivo 15 da Agenda de 30 da ONU, promulgada em 2015, propõe, até 2030, promover a implementação da gestão sustentável de todos os tipos de florestas, deter o desmatamento e restaurar florestas degradadas. Apesar de ser apenas um propósito, atingir esta meta está, infelizmente, longe de ser contemplada no território brasileiro devido às lacunas governamentais existentes. Logo, debater acerca do aumento de incêndios nas matas brasileiras – sobretudo de seus impactos, como a perda da biodiversidade e o comprometimento da qualidade do ar – é imprescindível.

É válido enfatizar, de início, que a perda da biodiversidade pode vir a ser um impacto do aumento de incêndios. Nessa perspectiva, por haver uma dificuldade em cessar o fogo quando já está se alastrando pelas matas, é indubitável que, com essa perda, consequentemente cause a extinção de inúmeras espécies, o que prejudica e altera todo o ciclo biológico. Seguindo essa lógica, conforme os dados, de uma pesquisa, disponibilizados pelo site G1, a espécie arara-azul – animal vulnerável – sofreu risco de extinção em 2019 pelo fogo que avançou pelo Pantanal, prejudicando seu habitat. Desse modo, é fatídico que, para interromper a perda da biodiversidade, são necessárias propostas governamentais cabíveis para essa efetivação.

Outrossim, o comprometimento com a perda da qualidade do ar é, também, um impacto. Nesse sentido, por afetar com o ar que o indivíduo inala, consequentemente, comprometerá com a saúde humana. Nesse raciocínio, uma possível explicação para esse fato pode ser o Efeito Borboleta, desenvolvido pelo meteorologista Edward Lorenz, o qual explica que o bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão no outro lado do mundo; em suma, uma pequena ação pode causar um enorme efeito. Dessa forma, para não haver imensas destruições e prejudicar a vida salutar humana, é indispensável assegurar, intacta, a biodiversidade.

Portanto, para transcender o aumento de incêndios nas matas brasileiras, são necessárias ações unilaterais. Logo, é dever do Governo Federal, mediante verbas redirecionadas pela União, propagar e assegurar as diretrizes nacionais acerca do desenvolvimento sustentável, a fim de se certificar que nenhum bioma sofrerá com ações antrópicas. Ademais, cabe ao Superministério do Desenvolvimento Regional executar ações, sobretudo as que envolvem estreitamento de relação das instituições com a sociedade, que tentem priorizar práticas efetivas em torno do manuseio correto com o meio ambiente, por meio de seus órgãos correspondentes, para que não haja mais a perda, gradativa, da qualidade do ar. Quiçá, assim, o 15º objetivo da ONU poderá alcançar a efetividade.