O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 09/03/2021

Embora as queimadas possam ser causadas pelo próprio meio ambiente e contribuam para a evolução de alguns biomas, o número de ocorrências desse fenômeno vem crescendo de forma alarmante nos últimos anos devido à ação antrópica, sobretudo na Floresta Amazônica, no Cerrado e no Pantanal.

Atualmente, o Brasil está entre os países que mais emitem gases do efeito estufa, e apesar de ter assinado o Acordo de Paris em 2015, não é possível ver comprometimento do governo brasileiro em cumprir as metas estabelecidas pelo tratado.

As queimadas artificiais normalmente são provocadas com o intuito de limpar o terreno para a produção agropecuária, seja após o desmatamento ou com a floresta ainda de pé, entretanto, é comum que o fogo saia do controle e chegue em áreas indesejadas, atingindo reservas indígenas e cidades próximas.

Além de expor o solo a processos erosivos e comprometer a biodiversidade dos ecossistemas, destruindo o hábitat de várias espécies da flora e fauna e ameaçando-as de extinção, a fumaça dos incêndios é um dos maiores contribuintes para o aquecimento global, e também resulta no aumento de problemas respiratórios entre a população.

Diante do agravamento deste cenário, faz-se urgente a adoção medidas que busquem reduzir as queimadas e minimizar os impactos ambientais produzidos pelo agronegócio. Para isso, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente providencie equipamentos de alta tecnologia para aumentar a fiscalização nas matas e, outrossim, o Estado deve incentivar a modernização do meio agrário, aumentando a produtividade e substituindo a queima das vegetações. Sendo assim, haverá uma menor violação das leis ambientais e, consequentemente, o aumento na preservação das florestas brasileiras.