O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 07/05/2021
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 2017, o Brasil teve cerca de 1 milhão de hectares de suas áreas florestais devastadas por incêndios, número recorde desde 1997. Nesse sentindo, evidencia-se um problema que aumentou nos últimos anos, e que devasta inúmeras matas brasileiras, como o Pantanal em 2020, além de ser atenuado por diversos fatores. Alguns desses são, tanto o descaso governamental com a preservação ambiental, quanto o desmatamento da Amazônia que aumenta o período de estiagem no país.
Em primeiro lugar, de acordo com o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento, o Ministério do Meio Ambiente, nos 8 primeiros meses de 2020, gastou apenas 1% da verba de preservação ambiental. Nesse âmbito, demonstra-se o descaso governamental com as florestas nacionais, fator que colabora com o aumento das queimadas, dado que entre janeiro e agosto daquele ano houve um aumento de 210%, em relação a 2019, nos focos de incêndio no Pantanal, segundo o INPE. Consequentemente, a falta de atenção do estado com a conservação das matas brasileiras colabora para o aumentos dos incêndios, porque quando esses ocorrem em áreas florestais pouco se investe no combate.
Por outra óptica, a floresta amazônica é responsável pelas chuvas em diversas regiões do país, uma vez que lá há um grande número de espécies vegetais que realizam a evapotranspiração, ação fornecedora da água que será precipitada na atmosfera de vários locais do Brasil. Todavia, a Amazônia está sendo desmatada pela expansão da fronteira agrícola, que está rumo ao norte do Brasil, desse modo inúmeras das plantas que contribuem com as chuvas são devastadas. Por conseguinte, as precipitações diminuem em diversas regiões do país, fator que colabora com as queimadas, já que muitas matas como o Cerrado e o Pantanal passam por um período maior de estiagem, e assim ficam mais propícias a sofrerem incêndios.
Portanto, a fim de combater o fogo nas florestas brasileiras, o Ministério do Meio Ambiente deve aumentar os gastos no combate às queimadas, de modo que haja mais bombeiros e equipamentos nesse processo, assim os focos poderão ser rapidamente apagados, e as áreas devastadas serão menores. Além do mais, deve o mesmo agente investir na expansão do Ibama, para que aumente o número de fiscais ambientais, principalmente na Amazônia, para que esses supervisionem o desmatamento. Dessa maneira, se tais ações forem realizadas os incêndios florestais reduzirão no país, visto que haverá mais profissionais envolvidos no combate, e também uma maior fiscalização da floresta amazônica.