O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 10/06/2021
A Constituição Federal de 1988 afirma: o poder público e a coletividade possuem o dever de preservar o meio ambiente. Entretanto, é visto que há um aumento indiscriminado de incêndios nas matas brasileiras, em virtude de ações antrópicas. Dessa maneira, em razão da insuficiência Legislativa e da negligência educacional, emerge um problema complexo.
A priori, deve-se ressaltar a falta de aplicação das normas. Segundo John Locke, as leis fizeram-se para os homens e não para as leis. Sob essa ótica, vê-se que o aumento dos incêndios nas florestas advém da insuficiência da aplicação das leis, as quais não são colocadas em práticas, o que proporciona cada vez mais áreas desmatadas. Isso comprova-se com a pesquisa feita pelo Globo.com, o qual demonstrou que no ano de 2017, o país teve recorde no número de queimadas nas florestas desde o ano de 1999.
Além disso, observa-se uma lacuna educacional presente na sociedade, já que grande parte das áreas desmatadas por incêndios ocorre devido a ações humanas - a exemplo da limpeza, por meio de incêndios, em áreas que ocorrem a prática da agricultura - as quais não aconteceriam se houvesse uma educação plena da população. Segundo Theodor Adorno, a principal forma de combater as barbáries, a exemplo das queimadas em florestas, é inserir suas pautas na educação. Sob esse viés, é visto a necessidade do tema ser implementado no ambiente escolar, para que as florestas sejam preservadas.
Infere-se, portanto, que há um aumento indiscriminado de queimadas nas matas brasileiras. Sendo assim, cabe ao Estado, detentor do dever de preservar as florestas, garantir que as leis sejam aplicadas de maneira eficaz na sociedade, por meio de penalidades a quem não cumprisse-as. Com a finalidade de garantir uma menor média de incêndios nos biomas. Além disso, os colégios devem implementar o tema em sala de aula, para que os alunos não cometam barbáries em relação as matas brasileiras.