O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 27/08/2021

Em “Princípio da Responsabilidade”, Hans Jonas atribui ao ser humano o compromisso da manutenção da natureza e garantia de bem-estar e existência das futuras gerações. Contudo, o aumento de incêndios nas matas brasileiras demonstra um comprometimento deficitário, visto que a construção histórica do país e propensão à reamediação adquirem caráter costumeiro. À vista disso, torna-se indispensável a maior fiscalização ambiental a fim de amenizar os impactos da degradação ecológica.

Em primeira análise, é certo que em virtude de uma melhor adubação do solo, por séculos, indígenas utilizaram as queimadas na agricultura. Porém, contemporaneamente, a prática dessa chamada Coivara, aliada  à ânsia por lucro do agronegócio, transformou a técnica em sinônimo de desmatamento, isso pois em uma velocidade industrial, o que antes cedia nutrientes à terra, fez-se motivo de empobrecimento e, ainda, poluição atmosférica. Nesse sentido, é indubitável a atribuição do  agente agricultor no crescimento de incêndios como problemática no Brasil.

Ademais, o cuidado biológico do país se prova insuficiente a partir do fato que, apesar de todas as prerrogativas de prevenção, na prática, a intervenção só ocorre pós incidentes. Logo, vê-se um Estado que, mesmo inserido, na Constituição Federal de 1988, o dever à promoção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado, na realidade não cumpre o supervisionamento requerido, o que contribue para a efetivação da temática.

Portanto, com finalidade da execução do proposto por Jonas, faz-se profícua a melhor atuação de medidas públicas. Dessa forma, disposto a atenuar o aumento de incêndios nas matas brasileiras, cabe ao governo, no papel de Ministério do Meio Ambiente, por meio de um financiamento, aprimorar a ficalização e, assim, atingir uma execução superior das diretrizes ambientais do país. A partir disso, a amenização de queimadas provocadas pelo homem fará parte do presente e garantirá recursos para o futuro.