O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 01/10/2021

No ano de 2020. o Pantanal foi alvo de inúmeras queimadas, o que determinou a morte de milhares de animais e o sério comprometimento da vegetação. Tal fato mobilizou forças brigadistas, ambientalistas e veterinários de todo o país na tentativa de salvar o maior número de vidas possíveis e diminuir a extensão dos efeitos desse desastre, que pode ocorrer novamente se não houver ações de combate aos crimes ambientais. Desse modo, é fundamental diminuir a ocorrência de incêndios no Brasil, responsabilizando os proprietários de terra e madereiros por práticas indevidas que podem causar chamas que saiam fora do controle e gerar mais devastação.

Primeiramente, é perceptível que o aumento do desmatamento, sobretudo na Amazônia, aumenta as chances de espalhamento do fogo pelas matas. Sob tal óptica, a massa de ar equatorial continental, que parte da região amazônica rumo ao resto do território brasileiro, é responsável por carregar umidade proveniente da evapotranspiração das árvores, causando as chuvas. Com isso, a existência de cada vez menos vegetação nessa região pela ação humana gera menos precipitação em todo o país, ocasionando uma maior probabilidade de haver períodos de seca intensa que promovem o surgimento de incêndios de larga escala com grande capacidade de destruição.

Além disso, a certeza da impunidade por pessoas que incendeiam extensas áreas facilita a ocorrência dessa prática. Nesse âmbito, o ex-ministro do meio ambiente Ricardo Salles foi denunciado por atrapalhar as investigações que envolviam a maior apreensão de madeira no país, além de estar desde o começo de sua atuação federal alinhado com fazendeiros e madereiros pró-desmatamento. Tal cenário é reflexo de um governo que nunca foi a favor do desenvolvimento sustentável e que impulsionou essa devastação desenfreada por flexibilizar leis ambientais.

Portanto, ações sérias que visem o combate aos incêndios no Brasil devem ser tomadas. Para tanto, cabe aos orgãos de monitoramento florestais, como o SIVAM (Sistema de Vigilância Amazônica), localizar os focos de queimadas e comunicar a Polícia Ambiental para prender os responsáveis. Por fim, é dever do Ministério Público entrar com ações judiciais contra os responsáveis por incendiar áreas ilegais, além de denunciar as autoridades que negligenciam o assunto por crime ambiental, para que haja a devida penalização desses atos que vão contra à preservação da natureza e afetam, diretamente ou indiretamente, toda a sociedade.