O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 26/10/2024
Aristóteles, célebre filósofo grego, afirma que a base da sociedade deveria estar na justiça. Entretanto, o contexto brasileiro atual o contraria, uma vez que o aumento dos incêndios nas matas demonstram a permanência das injustiças sociais. Nesse contexto, evidencie-se que a problemática é exarcebada pelo legado histórico e pela ignorância social.
Em primeiro lugar, é essencial discutir o legado histórico do país como principal agente na perpetuação da problemática. Em suma, é importante recapitular que todo o processo da colonização portuguesa foi responsável por negligenciar os direitos básicos à vida em todas as suas manifestações, negligenciando assim a fauna e a flora brasileira. Dessa forma, é notável que a presença do aumento dos incêndios criminosos nas florestas, aponte para uma falha estatal em reparar os danos históricos causados.
Ademais, é válido afirmar que a ignorância social contribui para o retardo na construção de uma realidade mais justa. Segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Logo, uma vez que o corpo social, em seu estado de conformismo, não reconhece a existência do aquecimento global que se agrava com os incêndios descontrolados ou o identifica como algo que pode e deve ser solucionado, acaba por se limitar a viver em injustiça.
Mediante o exposto, o desafio que se constrói a partir da realidade apresentada é que o Governo Federal deve assegurar a redução do problema, por meio de palestras nas escolas, através do serviço pleno realizado pelo Ministério do Meio Ambiente, responsável pelo fomento da sustentabilidade e preservação ambiental, com o objetivo de conscientizar a população. Assim, pode-se almejar um futuro em que a população brasileira viva uma realidade transformada e baseada na justiça.