O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 24/10/2024

O documentário “A última floresta” retrata a luta da tribo Yanomani em ter a floresta amazônica preservada, uma vez que sua mata é degrada por garimpeiros. Assim como na obra, esse cenário está se tornando comum na sociedade, visto que biomas brasileiros estão sofrendo constatemente com as queimadas antrópicas. Nesse âmbito, a filmagem entra em sintonia com o aumento de incêndios nas matas brasileiras, já que está ligado à mentalidade predatoria e à falta de debate.

Nesse sentido, vale ressaltar que o legado histórico de um país é de grande importância para determinar como será o comportamento da população. No entanto, apesar da excelência em ter um povo consciente da necessidade de preservação das matas, fica claro que não há um respeito com o meio ambiente, dado que é notória a exploração exercida nos recursos naturais, como exemplo, as queimadas antrópicas para o avanço do agronegócio. Tais fatos são evidenciados desde o Período Colonial, no qual os portugueses exploravam as florestas na Colônia sem a aflição do seu esgotamento, dessa forma, instaurando um comportamento predatório sob o meio ambiente que dura até os dias atuais.

Além disso, salienta-se que a falta de debate na sociedade está interferindo continuadamente no aumento dos incêndios nas matas brasileiras. Desse modo, pode-se afirmar que a ausência de reivindicações dos brasileiros com as questões ambientais acaba proporcionando um silenciamento, ou seja, problemáticas como as queimadas acabam passando dispercebidas e causando mais estragos. Nesse viés, nota-se um comportamento consoante ao estudado por Lima Barreto, escritor pré-modernista, “O Brasil não tem povo, tem público”, dessa maneira, é inadmissível um país que é grandiosamente populacional não tenha participação ativa, deixando de lado discurssões acerca dos incêndios florestais.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. De tal maneira, cabe ao governo promover maior conhecimento populacional acerca das queimadas e suas consequências, por meio de debates que ocorram em praças abertas ao público, com o objetivo de quebrar o legado histórico e aumentar a participação popular na causa ambiental.