O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 22/06/2018

Na mitologia grega, Pasífae, esposa do rei Minos, lançou sobre esse um feitiço, o qual fazia ele ejacular animais peçonhentos ao traí-la, e assim, matava suas outras parceiras sexuais. De modo análogo, a infecção por DSTs, também compromete a vida de pessoas por ela infectadas, e sem os devidos tratamentos, que resulta em um aumento de contagiados. Diante disso, essa problemática, também presente no Brasil, torna-se passível de discussões.

Em primeiro plano, vale destacar que, durante a década de 1980, no Brasil, houve uma epidemia do Vírus da imunodeficiência humana (HIV), a qual se proliferou, consideravelmente, sobre o território nacional. Esse ocorrido, teve como um dos principais fatores a ausência de cuidados durante o sexo, seja pela falta do uso de camisinha nas relações ou pelo contágio de doenças venéreas após o ato. Desse modo, apesar de haver cura para algumas DSTs, se não identificadas e tratadas cedo, podem facilitar a contração, transmissão e desenvolvimento de outras doenças.

Ademais, devido a essa má educação sexual, o país apresentou, nos últimos anos, um aumento de contagiados por doenças venéreas, as quais podem não apresentar sinais visíveis de infecção. Decerto, a ocultação dos sintomas, como feridas da sífilis no colo do útero, facilitam a contração do HIV e provocam danos aos órgãos sexuais o que ocasiona o desenvolvimento de câncer. Além disso, a falta de prevenção possibilita a gravidez não planejada e, caso a a mãe esteja infectada, pode ocorrer a transmissão vertical para o filho. Contudo, é disponibilizado, nos hospitais públicos, os testes de identificação e tratamentos grátis dessas enfermidades.

É evidente, portanto, que há, ainda, entraves para conter e extinguir as infecções por DSTs no país. Logo, como medidas que diminuam o número de contagiados por doenças venéreas, cabe ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação promover palestras e campanhas em espaços públicos, como escolas e praças, e na mídia, como redes sociais, que visem propagar a importância do uso de preservativos e a busca de tratamentos para evitar o contágio e a transmissão desse mal. Similarmente, os cidadãos devem mudar seu comportamento diante dessa problemática e evitar sexo sem camisinha, bem como buscar terapias caso estejam infectados. Só assim, haverá, de fato, a diminuição dos casos de contração desses males e, por consequência, teremos uma sociedade consciente e saudável.