O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 27/04/2018

Compreendidas como infecções adquiridas, essencialmente, através do contato sexual, as doenças sexualmente transmissíveis ou, simplesmente, DSTs adquiriram importância durante os anos de 1980 e 1990, quando uma epidemia, a AIDS, dizimou parte da população global. Após a calamidade mundial do HIV, o Brasil desenvolveu amplas campanhas de combate à infecção, que se estenderam para outros tipos de DSTs, e, atualmente, o país, possui grande parte dessas doenças controladas. Entretanto, o que se nota, nos anos remanescentes, é um expressivo crescimento no número de indivíduos, especialmente, jovens, contaminados. Assim, por ser direito do cidadão e dever do Estado promover políticas públicas de prevenção, de tratamento e de acompanhamento de doenças, a omissão do órgão competente, frente a esse grave problema, torna-se inconstitucional.

Segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil, os de casos de AIDS e de Sífilis elevaram, respectivamente, cerca de 20% e 30%, nos últimos anos. Esse aumento significativo, deve-se em parte, ao próprio Ministério da Saúde, que, além de, realizar propagandas sazonais (apenas no carnaval) de prevenção e de incentivo ao uso de camisinhas, utiliza nesses anúncios uma linguagem que não desperta a atenção do jovem diante da crítica situação. Ademais, outro fator que intensifica essa disseminação é a desinformação de muitos adolescentes sobre os riscos que correm ao não usarem preservativo, sendo muitas vezes explicitado para evitar uma gravidez indesejada e não, também, prevenir doenças sexualmente transmissíveis, posto que há na nação um grande tabu perante a discussão sobre sexo para jovens.

As consequências advindas desse problema são preocupantes. Dentre elas destacam-se a discriminação, que proporciona uma espécie de cadeia causal, na qual o indivíduo discriminado desenvolve traumas psicológicos, que podem desencadear a depressão e os danos físicos, que ocasionam, problemas reprodutivos, neurológicos e, em estágios mais avançado, a morte. Ademais, vale destacar que, com o aumento de brasileiros infectados, os gatos públicos, a médio/longo prazo, com a saúde serão maiores, o que impactará negativamente o progresso nacional.

Em vista disso, cabe ao Ministério da Saúde veicular, mensalmente, nas redes sociais (local onde os jovem estão mais presentes), campanhas que possuam uma linguagem informal, e ao mesmo tempo educativa, acerca da importância de realizar o sexo com proteção, mostrando, de forma lúdica, as consequências trazidas pelo descuido. Quanto às instituições escolares compete promoverem palestras  com sexólogos e com profissionais da área da saúde ao discentes que possuírem entre 15 e 18 anos, com o intuito de esclarecer as dúvidas sobre o sexo e o uso dos preservativos.