O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 03/05/2018
De acordo com o Ministério da Saúde, os casos de HIV e AIDS entre indivíduos de 15 a 24 anos aumentaram 85% na última década no país, isso significa que as pessoas estão interrompendo os modos de prevenções em relações sexuais. Isso se deve ao fato de que com a ascensão da chamada “Família Tradicional Brasileira” - uma família com ideais conservadores acerca de alguns aspectos sociais presentes na sociedade - houve menos conversa em casa sobre o assunto com os jovens, levando-os a praticar o coito de forma escondida e sem responsabilidade - principalmente, por não terem o apoio dos pais e terem vergonha de pedir e de procurar auxílio. Ademais, com a melhoria do Sistema Único de Saúde Brasileiro, o aumento de propagação de informações na mídia e à diminuição das taxas de mortalidade devido à Aids, por exemplo, o medo de contrair doenças sexualmente transmissíveis já não é tão marcante, quanto era nos anos 80 e 90.
Nesse sentido, por mais que haja conhecimento circulando acerca das DSTs, não há uma comunicação direta com os adolescentes e com a população sobre o tema. Assim, a problemática está no modo em como é passada a informação: a escola foca apenas nas características das patologias, sem comentar sobre os modos de usos dos contraceptivos; os pais, em não comentar sobre o assunto para não “influenciar seus filhos a fazerem mais cedo”; a mídia, em como é importante o uso da proteção, porém sem explicar como se utilizam esses meios de proteção.
Dessa maneira, os cidadãos ficam cientes de que existem doenças e formas de curá-las, ou de viver com elas de forma saudável, e que existem diversos jeitos de protegerem-se delas. Porém, eles não sabem como devem ser utilizados os métodos de proteção, a quem recorrer em situações de risco e sobre a sexualidade de forma geral.
Portanto, mudanças devem ser feitas para mudar o cenário de aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis no Brasil. A começar, cabe ao Ministério da Educação inserir nas grades curriculares, da sétima série Ensino Médio, aulas sobre sexualidade que abordem não somente as doenças e os seus contágios, mas, também, debates sobre o ato sexual, como usar preservativos e onde encontrá-los - inclusive como forma de evitar uma gravidez precoce - e questões de gênero; a fim de que os adolescentes adquiram conhecimento acerca do tema e possam agir de maneira prudente quando for necessário. Não obstante, cabe ao Governo Federal, a organização de palestras, via rádio, TV e Internet, sobre a importância do debate em casa sobre assuntos presente dentro da sociedade, a fim de que os pais e responsáveis possuam uma maior presença na vida de seus filhos e possam ajudá-los com questões polêmicas e pouco difundidas, sem os julgar. Assim, talvez seja possível diminuir o número de contágios por doenças sexuais entre jovens.