O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 08/05/2018

Desde o início da era contemporânea é notório o aumento da liberdade sexual juvenil nos países que seguem padrões ocidentais, exemplo disso é o “rock and roll”, movimento artístico que abriu as portas para a sexualidade descontrolada e consequentemente o aumento de infectados por DSTs. No Brasil, este cenário é marcante nas várias classes sociais e está associado à fatores como ausência de orientações por serem consideradas um tabu e incompetência por parte dos agentes educativos.

O número de infectados por DSTs tem aumentado significativamente no contexto brasileiro, segundo o Ministério da Saúde (MS), o número de casos de sífilis entre 2010 e 2016 aumentou em 2000%, o qual se deve pela falta de abastecimento global de um composto farmacêutico utilizado na produção da  penicilina, que pelo baixo valor no mercado acaba por desestimular a indústria farmacêutica à fabrica-la, fato agravador para a população infectada. Entretanto, por conta deste crescimento o terceiro sábado de outubro foi decretado com o “Dia D” de combate a doença.

Outro fator agravante são as influências geradas pela indústria cultural, principalmente da música, a qual por meio de estilos como o funk ostentação, promove por meio de letras obscenas o sexo explícito e desregulado, influenciando a mentalidade juvenil, principalmente as camadas populares, as quais sofrem com a falta de instruções de métodos preventivos, além de serem precocemente induzidos ao mundo das drogas. É importante ainda citar grandes nomes da música nacional como Cazuza e Renato Russo que foram vítimas do HIV, devido a esta ideologia liberal.

Portanto, tento em vista os aspectos observados, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com a sociedade civil estimule por meio de campanhas de conscientização pela mídia, o diálogo aberto relacionado ao uso de métodos preventivos contra DSTs, como a camisinha, visando a diminuição do número de vítimas, além de romper com o tabu relacionado ao sexo nas esferas mais conservadoras da sociedade.