O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 13/05/2018

O aclamado e simbólico filme “Filadélfia” foi um marco na representatividade dos estereótipos enraizados, pois retrata a vida de um homossexual portador de aids, que sofreu preconceito por uma parcela da sociedade homofóbica. Não obstante, perdeu o emprego apenas pelo seu problema de saúde, erroneamente associado à sexualidade. Embora esse trama tenha sido representado há muitos anos, mostra-se muito atual, afinal as situações apresentadas no filme estão fortemente presente na sociedade vigente, haja vista que, muitos jovens possuem uma visão simplista acerca do  DST, seja por ter um mentalidade preconceituosa, seja pela falsa sensação de invulnerabilidade em relação à aids e a outras doenças emitidas pelo sexo.

Mormente, é indubitável que a negligência frente às políticas de prevenção, e a falta de informação adequada estão entre as causas do problema. Afinal, o equívoco cometido pelos jovens, é pensarem que, com um tratamento eficaz devido aos avanços medicinais, as doenças sexualmente transmitidas se extinguiu. Ademais, muitos esquecem a suma importância do uso de preservativos nas relações sexuais, posto que, ela não só previne uma gravidez indesejada, como doenças que podem causar a vulnerabilidade do organismo, podendo suscitar à morte. Diante de tais fatos, é vital reconhecer que a sociedade hodierna, sobretudo jovens, têm se preocupado cada vez menos com a saúde, tornando-se justificável o aumento excessivo de doenças, como a sífilis e a aids. Isso resulta na cogitação sobre o pensamento de Sócrates, de que, se alguém deseja a saúde, precisa primeiro estar disposto a enfrentar no futuro as causas da doença, caso contrário, prescinde a ajuda.

Além disso, é cabível enfatizar, que, o pensamento ultraconservador de algumas famílias frente ao sexo, contribui intrinsecamente para o aumento da propagação de doenças entre os jovens, tendo em vista que, a ausência do diálogo, bem como a falta de acompanhamento sexual dos filhos, faz com que muitos adolescentes não tenham o conhecimento propício sobre a importância do uso de preservativos nas atividades sexuais, e isso, faz-se refletir o pensamento propagado por Émile Durkheim, de que o meio social determina as atitudes do indivíduo.

Infere-se portanto, que o Ministério da saúde em conjunto com o Governo Federal, ampliem os mecanismos de informação por meio de ações midiáticas que não sejam transmitidas apenas em sentindo propínquo -como carnaval-  a fim de alertar a população sobre os sintomas e a importância do uso de preservativos no cotidiano. Outrossim, as instituições de ensino devem promover palestras com o auxílio de médicos, para estimular a conscientização e a responsabilidade trivial dos jovens. A abordagem deve ter a participação das famílias para que elas saibam a importância do diálogo.