O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 22/05/2018

Após o surto de AIDS, na década de 1980, a sociedade brasileira junto ao Estado mobilizaram-se no combate e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DST). Entretanto, de 2005 a 2015, houve um aumento significativo nos contágios por tais enfermidades, principalmente entre os jovens. Dessa maneira, observa-se que a persistência dessa problemática ocorre pela falta de instrução do grupo de risco e pela necessidade de mais intervenções estatais, sobretudo no interior do país.       Precipuamente, é importante analisar que com os avanços da medicina no tratamento dessas doenças, os jovens perderam o medo de contraí-las, e por isso, fazem pouco uso das medidas preventivas. Em virtude disso, fica evidente que a falta de instrução desse público coloca-os na posição de grupo de risco para a disseminação das DST, o que pode ser comprovado pelo último censo do Ministério da Saúde, o qual afirma que em um período de 10 anos, o número de jovens contaminados pelo HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) aumentou 104,32%. Destarte, infere-se que a falta de diálogo nas escolas e famílias sujeitam os jovens a uma drástica ignorância, capaz de modificar suas vidas permanentemente.

Ademais, ressalta-se que o Poder Público, por meio do Ministério da Saúde, tem investido pouco em campanhas de conscientização e prevenção de DST, especialmente no interior do país –área normalmente esquecida pelos governantes. Nesse sentido, é imprescindível que o Estado atue mais ativamente no combate a essas enfermidades, pois, a falta de atitude tem causado enorme despesa pública com os gastos no tratamento desses jovens, além de pôr em xeque o comprometimento do governo com a Constituição Federal de 1988, que assegura o direito a saúde aos cidadãos, sendo dever dos governantes garanti-lo.

Logo, ficam claros os problemas resultantes do aumento das doenças sexualmente transmissíveis. A essa situação, é primordial que a responsabilidade seja dividida entre o Estado, as escolas e as famílias. Para isso, o Ministério da Saúde deve, por meio de sua Assessoria de Comunicação, promover mais campanhas para a prevenção e conscientização dessas doenças, para que a população adquira conhecimento adequado quantos aos riscos e dificuldades trazidos pelas mesmas, e assim, torne o preservativo um hábito. Somado a isso, é viável que as escolas de Ensino Fundamental II e Médio insiram mais aulas sobre comportamento sexual na grade de biologia, às quais devem contar com a presença de psicopedagogos, para que estes possam instruir os alunos quanto à necessidade do diálogo entre os familiares sobre tal assunto, e assim, doutriná-los corretamente. Feito isso, o Brasil poderá retomar o êxito de 1980 e reduzir a ocorrência das DST da sociedade.