O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 22/05/2018

Em meados do século XIV, a Peste Bulbônica devastou aproximadamente um terço da população europeia. Esse tipo de pandemia teve grande repercussão ao longo da história, o que de certa forma ajudou à erradicar a contaminação. Ao contrário dela, se tem as DST’s que vigoram constantemente em nosso dia a dia, e que se vêm aumentando com o passar o tempo. Dessa forma, identificar os motivos para essa progressão, será um enorme desafio de nossa sociedade.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que esse aumento é motivado pelo padrão cultural da população brasileira. Isso é evidente, pois, nos últimos anos, com o sucesso dos tratamentos antirretrovirais contra a AIDS, por exemplo, fizeram, com que, principalmente, os jovens mudassem de comportamento, deixando de temê-la. Por conta disso, o uso do preservativo acabou ficando de lado fazendo com que outras doenças como a Sífilis reaparecesse, a qual, segundo o Ministério da Saúde,o número de pessoas infectadas progrediu 32,7% entre 2014 e 2015. Dessa maneira, é notório que esse padrão cultural se disseminou por toda a sociedade, tal que muitas pessoas acabam nem sabendo que contraíram esse tipo de doença, visto que não conhecem detalhadamente os sintomas e as suas complexidades.

Por conseguinte, os infectados ficam com o estado emocional muito abalado, desencadeando diversos problemas. Muitos deles são de extrema dificuldade de identificação e necessitam de máxima atenção, pois, além da infecção adquirida, a parte psicológica também será afetada. Dessa forma, é perceptível a insegurança do doente em se relacionar sexualmente com outras pessoas, alegando medo de contrair outras doenças ou um possível julgamento, que resultará em uma exclusão da convivência social. E isso, segundo o especialistas, acaba atrapalhando o próprio tratamento do paciente, principalmente, de quem convive com a AIDS, dado que, por ser um tratamento longo e difícil, necessita-se e toda a disposição e todo o apoio de pessoas próximas. Assim, é importante que medidas sejam tomadas emergencialmente.

Fica claro portanto, que é imprescindível que questões sejam colocadas em práticas para conter crescimento. Para isso, é necessário que a mídia em companhia com o Ministério da Saúde promova e divulgue propagandas voltadas para cada grupo específico, contendo informações e métodos de prevenções conforme cada convivência sexual. Ademais, o Ministério da Saúde, com verbas disponibilizadas pelo Governo Federal, poderia por meio de contratações de psicólogos aderir-los em alas hospitalares nas quais apresentem pacientes com DST’s, em que os ajudariam a se sociabilizarem novamente. Assim, essa infecções iram ganhar mais visibilidade, assim, com a Peste Bulbônica.