O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 28/05/2018
O poeta italiano Girolamo Fracastoro criou o personagem syphilis em 1530, porém, não imaginava que ele emprestaria seu nome a uma moléstia infecciosa que, segundo relatos, fora trazida das américas nas caravelas de Cristovão Colombo. Nos versos de Fracastoro, Syphilis é um pastor de rebanho grego que desperta a ira divina e é castigado com pústulas pelo corpo. Quase 500 anos depois, a sífilis que é causado por uma bactéria volta a ser motivo de preocupação, agora entre profissionais da saúde.
Outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) parecem ter retornado com muita força. O Centro de controle e Prevenção de Doenças americanos, o CDC, afirma que nos EUA o número de episódios de sífilis , gonorreia e clamídia registraram em um ano o aumento de 15 por cento, 5 por cento e 2 por cento, respectivamente. No Brasil, o cenário não é muito diferente, como apenas os casos de HIV e de sífilis em gestantes e bebês são notificados obrigatoriamente ao Ministério da Saúde, é difícil ter estatísticas mais precisas. ``DST virou tabu do país, ninguém mais toca no assunto. E o pior é que se minimiza o real risco de contágio´´. crítica a médica Márcia Cardial, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
Apesar das informações dobre DSTs circularem livremente, especialmente hoje em dia por causa das redes sociais, o jovem brasileiro não se preocupa em se prevenir. Seja por não ter tido contato com alguém doente ou por acreditar que ``isso nunca vai acontecer´´ com ele. Só o HIV aumentou drasticamente entre os jovens, chegando a 33,2 casos por 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde deve orientar projetos que promovam a informação em ambientes públicos, centros médicos e educacionais, por meio de cartazes e orientações médicas, além de distribuir preservativos em escolas e postos de saúde, e principalmente orientação psicopedagoga a famílias e jovens carentes sobre DSTs.