O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 28/05/2018

Basta se prevenir

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) vem sendo um grande problema na saúde pública do Brasil. A sífilis, por exemplo, foi traga pelos portugueses em seus navios, hodiernamente, é considerada uma epidemia. Platão afirma: " A orientação inicial que alguém recebe da educação também marca sua conduta ulterior." a falta de educação sexual é vasta no Brasil, muitos adolescentes que já tiveram relações sexuais afirmam ainda não utilizar a camisinha no ato, causando um aumento na transmissão das doenças e na gravidez precoce.

A sífilis é transmitida pelo ato sexual sem proteção, por serem feridas indolores encontradas nos órgãos sexuais, além de garganta e colo do útero acaba sendo difícil de ser percebida. Nas grávidas a doença causa má formação dos ossos do feto e problemas neurológicos ou a morte. Dados do Ministério da Saúde mostram que em 2017 tiveram 3743 casos de grávidas infectadas com a sífilis, sendo 14,7% a mais que 2015, em casos normais se teve um aumento de 28% no mesmo período. Hodiernamente, o teste para a descoberta da doença é simples e rápido, o tratamento é feito  com o antibiótico penicilina, que pode ser utilizado por gestantes.

A  camisinha começou a ser distribuída gratuitamente em 1994, junto aos programas para combater a aids, é visto como o método contraceptivo mais eficaz , além de ser mais barato e de fácil acesso. Pesquisas executadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) com 2630 adolescentes entre 13 e 15 anos, idade adequada para este nível de ensino, mostra que 70,3%  desses já tiveram orientação de como utilizar a camisinha, sendo que 68,4% não foram informados do preservativo gratuito. Esses  dados são refletidos em pesquisas do Ministério da Saúde no qual mostram que  28% dos indivíduos que não utilizam camisinha tem entre 20 e 29 anos,  admitindo terem vergonha e receio de adquirir a camisinha principalmente em locais públicos.

Portanto, o governo com parcerias ao Ministério da Saúde, postos de saúdes municipais e escolas, devem por meio de palestras, visitas em casa, eventos sociais, panfletos e aulas explicativas em locais públicos e de fácil acesso a população, ensinar adolescentes, adultos e idosos tudo sobre o assunto. Mostrando a sociedade que o uso de camisinhas e outros contraceptivos é normal, que muitas doenças sexuais tem cura e podem ser prevenidas, por meio de exames anuais ou semestrais rápidos e fáceis, além da utilização do preservativo.