O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 28/05/2018

“Havia uma pedra no meio do caminho”. Esta frase pertence ao célebre poema do escritor Carlos Drummond Andrade, no qual a pedra pode ser entendida como um obstáculo que impede de seguir em frente. Na atual conjuntura da sociedade brasileira, percebe-se que o aumento no número dos casos de DSTs pode ser visto como uma “pedra” que prejudica a qualidade de vida de muitos e é uma questão de saúde pública. Tal percalço tem como aspectos fomentadores, a ausência de informação por grande parte da população, sobre a gravidade das doenças e das formas de contaminação, além de um sistema de saúde, muitas vezes, ineficiente.

Em primeira análise, destaca-se que as doenças sexualmente transmissíveis (DSts) já são uma questão de preocupação desde a antiguidade e estão presentes em diversos tipos de civilizações. No advento da modernização da medicina, muitas dessas doenças passaram a ter tratamento que levam a cura ou a amenização dos problemas, além disso, há métodos de barreira, como a “camisinha”, que constituem uma profilaxia eficiente contra o entrave. Todavia, mesmo com todos estes fatores citados,  observa-se hordiernamente, um aumento no números de casos de DSTs, isso porque boa parte dos brasileiros não têm consciência da gravidade dessas doenças e da importância da prevenção e do tratamento. Ressalta-se, que a falta de informação sobre o assunto é um problema grave, visto que muitas dessas enfermidades tem longos períodos de incubação e é necessário que os indivíduos estejam atentos e procurem tratamento.

Deve-se levar em deferência também que a ineficiência do sistema público de saúde é um fator fomentador, visto que ainda há em muitos municípios, ausência de uma estrutura física e profissional para atender aos portadores desses males. Além disso, deve ser evidenciado também a questão cultural e social do problema, visto que muitos dos enfermos se sentem constrangidos a procurar tratamento no início do problema, deixando a doença se agravar e contaminando outras pessoas.

Destarte, faz-se necessário que o Estado venha por intermédio de políticas públicas e investimentos pontuais resolver esta problemática. É ineludivel que os poderes executivos municipais, estaduais e federal venham investir mais rescursos para disponibilização de tratamentos de qualidade e gratuito a todos que precisam, fornecendo uma estrutura física e profissional especializada. É impreterível também, que as escolas públicas e privadas venham em conjunto com as secretarias de saúde de cada município fazer campanhas de conscientização por meio de aulas e palestras sobre as formas de contágio, tratamento e profilaxia. Por fim, a mídia em conjunto com a iniciativa privada deve, através de anúncios e propagandas ratificar as informações passadas pela escola.