O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 29/05/2018
As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são conhecidas pelo homem há milhares de anos – a gonorreia, por exemplo, é mencionada desde o Antigo Testamento. Séculos mais tarde, essas doenças parecem ter retornado com força de uma praga bíblica em toda a população, com aumento expressivo entre os adolescentes. Como causas dessa problemática, pode-se destacar: a desproteção sexual dos jovens aliada a falta de informações e instruções adequadas sobre as doenças nos dias atuais.
É importante pontuar, primeiramente, que o sexo desprotegido é o principal fator que corrobora para aumento dos casos de DSTs no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 45% da população sexualmente ativa não se protege durante as relações sexuais. Este fato, em consonância com a teoria da Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, demonstra que, nos dias atuais, o imediatismo e a falta de preocupação com as consequências da imprudência sexual tem sido frequente na vida dos brasileiros, que, muitas vezes, preferem o prazer imediato ao cuidado de sua saúde e bem-estar.
Ademais, outro fator preponderante nesta temática é a falta de informações e instruções adequadas sobre as doenças. Enquanto o comportamento da sociedade mudou nos últimos anos, a linguagem das políticas pública continua a mesma, tornando-se defasada e obsoleta. Em outras palavras, o simples slogan “proteja-se, use camisinha” precisa ser acompanhado de instruções e informações sobre a periculosidade das doenças. Em concomitância, os avanços da medicina e o desenvolvimento da farmacologia impediram a morte de milhares de pessoas e acabaram por gerar uma falsa ideia de segurança e de controle para a população, que necessita ser melhor comunicada para que o assunto não seja banalizado.
Nesse ínterim, medidas são necessárias para garantir a diminuição dos casos de DSTs no Brasil. Convém, portanto, que, o Ministério da Saúde, crie um programa de combate as DSTs, a nível nacional, com uma comunicação mais moderna e focada nas mazelas que as doenças podem trazer aos cidadãos que não se protegem. Ademais, cabe a mídia, por meio de novelas e seriados, propagar as causas e consequências do sexo desprotegido, com o fito de concatenar senso crítico na população. Por fim, é dever da escola, transmitir informações sobre educação sexual, por meio de aulas e palestras, a fim de educar as crianças e jovens. Sob tal perspectiva, poder-se-á criar um pais com menos DSTs.