O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 29/05/2018
Em termos biológicos, as DSTs consistem em patologias ocasionadas por vírus, bactérias e protozoários transmitidas, principalmente, por meio de relações sexais ausentes de medidas protetivas. Ao seguir essa análise, é verificável, no Brasil, o progressivo aumento da manifestação de doenças do tipo em parte significativa da população. A partir dessa constatação, urge a necessidade de entendimento de suas causas, que remetem tanto à diluição de valores tradicionais como à carência de informações.
De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, vive-se na chamada “Modernidade líquida”, caracterizada pela liquefação de conceitos e estruturas sociais. Sob esse viés, infere-se a pertinência do abordado pelo pensador no que concerne à proliferação das DSTs. Isso porque valores vigentes em períodos anteriores, embasados em doutrinas morais e religiosas, exerciam uma relevante coercitividade sobre a sociedade. No entanto, com a chegada, sobretudo, do século XXI, ideias como, por exemplo, a de que as relações sexuais devem ocorrer apenas após o casamento enfraqueceram-se, e o hodierno aumento da liberdade individual propicia a transmissão de patologias venéreas.
De forma intrínseca, notifica-se no paí que a escassez de recursos informacionais colabora para a persistência da problemática. Nessa perspectiva, Karl Marx afirma que o homem é produto direto do meio em que vive. Diante disso, fica claro que, mormente em comunidades periféricas - como favelas e populações ribeirinhas -, o desconhecimento acerca da gravidade e da profilaxia das doenças sexualmente transmissíveis tendem a perpetuar-se. Desse modo, o descaso com relação a campanhas que visem a explanação dos inúmeros métodos contraceptivos nessas comunidades de difícil acesso tornam esses ambientes inóspitos a medidas de proteção.
A partir dos aspectos mencionados, fica claro que a ação do Estado, órgão responsável pelo mantimento do bem-estar social, é imprescindível para a atenuação do problema. Sendo assim, ele deve, em parceria com as escolas, incluir nos cronogramas aulas sobre educação sexual, as quais, ao serem destinadas aos adolescentes, precisam abordar amplamente a importância do uso de proteção nas relações sexuais. Ademais, é necessário que o governo promova campanhas nas áreas periféricas, por meio da distribuição de “stands” informativos com profissionais da saúde. Tais medidas devem ser tomadas a fim de haver o esclarecimento da população e uma subsequente maior segurança nos laços afetivos.