O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 06/06/2018

O livro “Depois daquela viagem” de Valéria Polizzi, conta a história de uma jovem que contraiu o vírus do HIV por meio de uma relação sexual desprotegida. Fora do mundo literário, a ascensão de doenças sexualmente transmissíveis retrata uma realidade a ser discutida: a necessidade de prevenir-se durante o ato sexual a fim de evitar doenças venéreas.

Em primeiro lugar, é importante destacar que as causas do aumento das DSTs no país, tem raízes culturais que remontam a falta de conhecimento acerca da importância do uso do preservativo. Prova disso, é que segundo o pesquisador Lucas Correa do setor de DSTs do Instituto Oswaldo Cruz, é comum da coletividade usar a camisinha apenas com o intuito de evitar uma gravidez indesejada e não como uma escolha de prevenção à saúde.  Isso se deve ao fato de haver um desconhecimento da sociedade frente à irreversibilidade de algumas doenças transmissíveis, como é o caso da AIDS que apesar de incurável,  aumentou 3% em 2017, segundo o G1.

Ademais, é notório que o diálogo sobre a sexualidade e prevenção ainda é um tabu na sociedade brasileira. Com isso, por ser pouco discutida, os métodos preventivos não são conhecidos por boa parte dos jovens sexualmente ativos. Desse modo, a célebre frase do filósofo Immanuel Kant, explicita que o homem não é nada além do que a educação faz dele. Logo, a falta de políticas de prevenção nas escolas acerca do sexo seguro e de conscientização e diálogo por parte dos familiares, denotam o aumento nos índices de DST’s no país.

Diante desse contexto, parafraseando Drummond, para retirar as pedras das DST’s do meio do caminho, é necessário a adoção de algumas medidas. Logo, o Ministério da Educação pode incluir na grade curricular do ensino médio, disciplinas ministradas por enfermeiros acerca da prevenção de doenças venéreas e planejamento familiar, com isso, por meio de informação, é possível evitar o contágio e proteger a saúde das novas gerações.