O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 15/07/2018
Com a Revolução Sexual na década de 70, ocorreu um aumento significativo de doenças sexualmente transmissíveis no mundo. Analogamente no Brasil, o casos de AIDS surgiram nessa época o que alertou o governo a tomar medidas cabíveis para resolução do problema. Contudo, o número de infectados de DSTs persistem, mostrando tanto a falta de preocupação dos jovens, como a influência dos meios de comunicação no aumento dos índices. Diante disso, é preciso que sociedade e poder público sanem esses obstáculos.
No Brasil, a falta de preocupação dos jovens em relação a sua saúde é um tanto alarmante. Dado que, segundo a UOL notícias, 74,3% deles nunca fizeram teste de HIV, apesar de grandes centros de comunicações, como Globo, mostrarem que em 2015 o número de casos de AIDS era de 33,1% para 100 mil habitantes, de acordo com o Ministério de Saúde. Nesse sentido, percebe-se que, ainda com informações acessíveis, tal grupo não toma o devido cuidado de se precaver por estar na cultura brasileira a ideia de que sempre acontecerá com o próximo, o que pode ocorrer com todos. Desse modo, é necessário que essa ideia seja retirada da cultura da nação, para que os jovens percebam a importância da prevenção e o risco de um eventual contágio.
Paralelamente a isso, é evidente que os cidadãos brasileiros sofram enorme influência de novelas e séries nacionais e internacionais. Estas, em sua maioria, apresentam cenas de relações sexuais sem preservativos, principalmente, para o público mais influenciável: os jovens. Fato este que, as próprias novelas brasileiras como Malhação pregam mais o anticoncepcional,para não ter filhos precocemente, mas pouco se diz sobre os contraceptivos que previnem DSTs, fora filmes como American Pie com cenas de sexo explícito sem a mínima proteção de ambos os gêneros. Assim, a mídia contribui para o aumento dos índices de DSTs por não incentivarem o sexo seguro.
Por tudo isso, é urgente que a família, em primeiro lugar, retire a ideia dos adolescentes de que as coisas não acontecerão com eles, dialogando desde pequenos sobre o cuidado com a saúde e com o tempo mostrando a importância do sexo seguro, aliado a fatos cotidianos que demonstrem claramente que doenças não escolhem pessoas, para que a informação de casos de DSTs os façam se preocupar com a prevenção. Além disso, a mídia, como novelas da Globo e séries da Netflix, deve insistir em cenas onde se deixe explícito o uso de preservativo e a conscientização dos personagens pela segurança da relação, a fim de que os jovens se influenciem nesse comportamento protegendo sempre sua saúde e a de outrem. Somente assim, com tais medidas, o aumento de infectados por DSTs será passível de redução desde a Revolução Sexual de 70.