O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 15/06/2018

Segundo Focault, filósofo francês, a falta de debate acerca de temas tabus - violência, sexualidade, doenças, política e tragédias - dificulta sua superação. A grande propagação de doenças sexualmente transmissíveis, decorrentes da carência de educação sexual e o baixo interesse na realização de testes diagnósticos, deteriora a questão de saúde pública e reflete essa realidade.

A priori, a média de pessoas HIV positivo é 18,4% dentre as cidades brasileiras, mas em grandes centros, como São Paulo, sobe para quase 25% da população. Esse dado alarmante é oriundo da falta de contato da sociedade com as informações que possibilitem a prevenção adequada. Outrossim, o preconceito prejudica que o possível contaminado recorra a um diagnóstico precoce e possa atenuar os efeitos dessa doença autoimune ainda sem cura porém que dispõe de tratamento distribuído pelo SUS.

Em segundo plano, além da AIDS, especialistas alertam para a propagação de outras DST’s no Brasil. Esse problema é resultado da repressão do debate de temas como sexualidade e prevenção, principalmente, nas escolas, pois mais de 40% dos jovens não utilizam preservativos nas suas relações sexuais. Essa falta de cuidados preventivos para evitar doenças extremamente delicadas relaciona-se com o que a filósofa Hannah Arendt refere-se em “A Banalidade do Mal”, que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Na situação em que, muitos jovens se expõem a riscos pela normatividade do não uso de “camisinha”.

Portanto, o combate à carência de debates acerca de temas tabu, citado inicialmente, deve-se tornar efeito a fim de combater o avanço das DST’s, uma vez que é um problema de saúde pública. Sendo assim, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em parceria com o MEC, proponha profissionais para ministrar palestras nas instituições de ensino, acerca de educação sexual com o objetivo de informar e sanar dúvidas. Além da necessidade da ampliação de veiculação midiática informativa sobre doenças e a prevenção, para um público alvo sexualmente ativo. E assim, desconstruir a desinformação acerca do contágio e o preconceito com os portadores, suprimindo a propagação das patologias.