O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 19/06/2018

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) estão presente no contexto social há muito tempo, entretanto, seus estudos foram aprimorados apenas nos anos 60 por consequência do advento de movimentos pró-liberdade sexual, que acarretaram em surtos de DSTs entre os mais jovens. Analogamente, apesar da ampliação do conhecimento a respeito destas doenças, é observável a prossecução de seus casos na população brasileira. Nesse contexto, fica evidente que o aumento das transmissões de doenças venéreas é decorrido da negligência governamental por não incentivar financeiramente pesquisas científicas que visem sua coibição, tornando o tratamento caro e de difícil acesso.

Sob esse viés, o filósofo Zygmunt Bauman descreveu a modernidade como líquida, relacionando a instabilidade do estado físico com as relações sociais atuais. Com isso, a fluidez na troca de parceiros sexuais aumentou, contribuindo para a elevação da disseminação de DSTs. Por conseguinte, nota-se a ineficácia do poder público, como administradora de serviços públicos, vez que não torna o tratamento contra essas doenças acessíveis para a população de baixa renda.

Convém citar que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o Sistema Único de Saúde (SUS) como direito de todos os brasileiros e dever do Estado no acesso à saúde, contudo, com a precariedade da saúde pública, os avanços medicinais no tratamento de DSTs ainda são inacessíveis e apesar de não se conseguir a cura, os remédios fazem com o que a doença seja administrável. Assim, o portador consegue conviver com o vírus, e isso certamente eleva a diminuição dos hábitos que vinham sendo criados nas décadas passadas.

Portanto, a fim de atenuar o alastramento das doenças sexualmente transmissíveis, cabe ao Poder Executivo designar verbas para instituições de pesquisas e testes clínicos que objetivem a coibição das DSTs, aprimorando as formas de tratamento e tornando-as acessíveis para a população que depende do sistema público. Outrossim, o Ministério da Saúde, em parceria com veículos midiáticos, deve explicitar as formas de prevenção contra infecções decorridas do sexo em escolas e propagandas, além de promover campanhas para a realização de testes que detectam tais infecções. Dessarte, com incentivos financeiros para pesquisas, tratamentos acessíveis e informações acerca da prevenção os índices de DSTs tendem à cessão.