O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 16/06/2018

O abalo causado pela morte de ídolos da “cultura pop”, como Fredie Mercury - falecido cantor da banda “Queen” - em função de doenças sexualmente transmissíveis, sem dúvidas, favoreceu a prevenção da população mundial contra DST. Entretanto, o contágio com essas patologias, atualmente, voltou a aumentar. Desse modo, muitos tomam por verdade que tamanho fenômeno está, de fato, relacionado à promiscuidade. Nesse sentido, seria possível afirmar que o esse elevado índice de contágio é oriundo dos maus hábitos dos brasileiros? Não, a verdade é, justamente, o oposto. Assim, a fim de a compreender, faz-se necessário colocarmos uma lupa sobre as reais causas desse cenário.

Para tanto, é imprescindível salientar, em primeiro plano, a crise originada pela excessiva confiança de jovens, adultos e idosos na medicina moderna. Isto é, com o passar dos anos, os avanços alcançados para com o desenvolvimento de medicamentos assegurou para grande parcela dos cidadãos brasileiros o utópico ideal de que doenças como a AIDS, a Herpes e a Sífilis seriam fantasmas do passado, uma vez que essas, supostamente, já poderiam ser devidamente controladas. Consequentemente, o uso de preservativos, durante relações sexuais, é dispensado, fato que facilita a transmissão de DST.

Além disso, a desinformação, também, é um fator comum ao elevado índice de vítimas dessa realidade. O que para muitos representa o óbvio pode significar um aspecto nunca antes abordado para outros indivíduos. À luz desse preceito, a falta de dicas triviais, normalmente proporcionadas por meio do ambiente de ensino, tais quais como fazer o uso adequado de uma camisinha ou, então, saber as funções de um anticoncepcional, permite a vulnerabilidade do homem frente a riscos facilmente evitáveis. Dessa maneira, a recorrência de patologias de transmissão ligada à transa se torna iminente.

Depreende-se, pois, que as raízes do fenômeno supracitado se encontram nas lacunas deixadas pela ausência de uma conscientização efetiva. Portanto, o Estado deve intervir por meio de campanhas, promovidas pelo Ministério da Saúde, as quais visem desmistificar o ideal milagroso atribuído pela população aos medicamentos. Ademais, a atuação do Ministério da Educação é urgente, no intuito de promover em escolas a educação sexual. Somente pela execução das medidas citadas anteriormente esse quadro nefasto poderá ser transposto.