O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 18/06/2018
É de conhecimento geral que, atualmente, o aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis (DST) é um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que muitas pessoas morrem. Nesse contexto, é indispensável salientar que a falta de conscientização da população está entre as causas da problemática, haja vista que muitos jovens desconhecem as maneiras de contágio das enfermidades que podem ser transmitidas durante a relação sexual. Diante disso, vale discutir a insuficiência da administração pública para com a diminuição das DSTs e a importância da educação para a evolução do país, bem como a atuação do Estado de modo a tentar solucionar tal impasse.
A Constituição Federal de 1998 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - garante saúde de qualidade para todas as pessoas. Todavia, o poder público não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, porém, o que se verifica é uma deturpação deste conceito. Quanto a essa questão, é notório que os investimentos governamentais no combate às doenças sexualmente transmissíveis são ínfimos, como também o Estatuto da Criança e do Adolescente é ineficiente para prevenir que os jovens sejam infectados por enfermidades durante as gestações - via congênita - ou nas relações sexuais. De maneira análoga, é possível perceber que, por falta de administração e de fiscalização pública por parte de algumas gestões, o número de casos de infecções por DSTs aumentou exponencialmente no Brasil.
Outro ponto relevante nessa temática é a função da escola para o desenvolvimento do país. Seguindo essa linha de raciocínio, o educador Paulo Freire sustenta a ideia de que se a educação não pode transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nessa ótica, estudos feitos pelo grupo acadêmico Science indicam que, desde os anos 2000, o número de casos de doenças sexualmente transmissíveis - sífilis e HIV - cresceu em virtude da perda de contato dos jovens com as medidas educacionais de prevenção, como o uso de preservativos. Sendo assim, uma mudança nos valores da sociedade é imprescindível para diminuir os casos de infecções por DSTs.
Fica evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um país melhor. Para tanto, o Ministério da Educação deve exigir que as instituições escolares tratem da educação sexual em todos os anos da vida escolar do aluno, de modo a ensinar sobre os perigos das DSTs e a importância do uso de preservativos nas relações sexuais. Com isso, estima-se que muitos casos dessas enfermidades sejam evitados. Com tais medidas, será possível, por fim, salvar muitas pessoas de doenças lamentáveis, como a herpes, a sífilis e a gonorreia.