O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 28/06/2018
Muito se discute acerca das doenças sexualmente transmissíveis(DST) na sociedade brasileira, sobretudo em relação ao aumento da incidência entre os mais jovens. Nesse contexto, a globalização e os avanços tecnológicos têm possibilitado maior interação entre as pessoas, principalmente devido a comunicação virtual. Nessa perspectiva, aumentam-se as ofertas de sexo casual e, em contrapartida, a preocupação em se proteger e praticar um sexo seguro estão diminuindo. Outrossim, a sociedade moderna, inserida no contexto da urbanização, encontra-se em uma revolução sociocultural, na qual os infantojuvenis iniciam a prática sexual com menos idade e com maior quantidade de parceiros, por isso elevam-se as probabilidades de se contrair uma DST.
No que se refere à temática em questão, pode-se destacar a influência das mídias sociais no que tange ao aumento das relações sexuais, e por conseguinte, os riscos de adquirir uma patologia pela não utilização de preservativos. Nesse cenário, é inegável que a evolução da telemática dinamiza as relações interpessoais, em especial as inerentes ao sexo. Porém, os fatores que envolvem a pouca preocupação em utilizar preservativos são inúmeros, desde um pedido do parceiro sexual até uma atitude criminosa em transmitir doenças conscientemente. Nessa conjuntura, a mídia brasileira divulgou, recentemente, o caso de um homem que marcava encontros pela internet e que possuía dúbios prazeres, primeiro a prática sexual e , posteriormente, a transmissão do vírus HVI.
Ademais, o geógrafo brasileiro Milton Santos definiu o período atual como meio técnico-científico-informacional, ou seja, o tempo e o espaço sendo modelado pela tecnologia e a informação. Com isso, as relações socioculturais sofreram grandes transformações e, nesse mundo globalizado, o modelo tradicional de organização familiar tende a enfraquecer. Nesse âmbito, as relações sexuais deixaram de ser um tabu e os jovens e adolescentes estão iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo. Nesse ínterim, muitos infantojuvenis não se preocupam em utilizar preservativos ou com a possibilidade de adquirirem uma enfermidade que pode diminuir a sua qualidade de vida.
Diante dos argumentos supracitados, torna-se fundamental que o Governo Federal, em coparticipação com as escolas, desenvolva um projeto educacional. Nesse projeto, os pais e seus filhos, seriam agendados com médicos especialistas, com o intuito de orientá-los sobre a importância do uso de preservativos e os riscos de contração de uma DST. Além disso, o Ministério da Saúde deve desenvolver videos de orientação sexual que integre entrevistas de pessoas que contraíram alguma patologia, por não se prevenirem adequadamente. Com isso, espera-se aumentar a conscientização sobre a importância do sexo seguro e, com isso, diminuir os casos de DSTs.