O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 01/07/2018

Na década de 80 o Brasil passou por um surto de Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS), que é sexualmente transmissível, e um fator determinante para essa epidemia foi a circulação ineficiente de informações acerca dessa patologia. Atualmente, as inovações tecnológicas possibilitam uma difusão mais ampla de informes, no entanto, isso não é suficiente para combater o aumento de infectados por DSTs no país, o que evidencia a necessidade de uma articulação entre sociedade e Estado para combater esse problema. Desse modo, a negligência por parte de alguns cidadãos e a resistência quanto ao uso de preservativos são fatores que contribuem para essa realidade.

Deve-se pontuar, de início, que uma parcela das pessoas ignoram o aumento do número de contaminados por patologias transmitidas por relações sexuais e, consequentemente, não adotam os cuidados necessários à prevenção, como fazer exames regulares. Isso, consoante com o pensamento de Arthur Schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o entendimento do mundo que a cerca, ocorre porque quando essa realidade não faz parte de suas vidas a possibilidade de ser negligente é grande. Portanto, é evidente que a alienação acerca da problemática contribui para seu agravamento.

Ademais, ressalta-se a resistência de parte da população em utilizar o preservativo durante as relações sexuais. Tal relutância, acontece devido à influência da ideia amplamente difundida na sociedade brasileira de que o uso da camisinha está relacionado com a redução do prazer, apesar de não haver comprovações científicas a esse respeito. Essa atitude dos indivíduos em adotarem os hábitos da maioria que os cercam é explicada pelo filósofo do Período Clássico Aristóteles na sua Teoria da Mimeses, em que o pensador afirma que imitar é congênito do Homem. Dessa maneira, não utilizar o preservativo colabora para adquirir doenças sexualmente transmissíveis.

Urge, destarte, que ações sejam realizadas para combater o aumento de infectados por DSTs no Brasil. Mormente, o Ministério da Saúde, em parceria com os veículos de comunicação em massa, deve conscientizar a população de que as doenças transmitidas por meio de atos sexuais são uma realidade comum a todos, por meio de uma abordagem mais ampla do assunto em que sejam expostos casos de infectados devido à falta de cuidados. Dessa forma, será possível combater a alienação acerca da problemática e, consequentemente, reduzir o crescimento do número de infectados. Mormente, as famílias, produtoras de personalidades humanas, devem associar a ideia de segurança sexual ao uso de preservativos nos seus núcleos, por intermédio de constantes debates em que serão abordados os perigos da não utilização, e assim assegurar que essa resistência seja combatida.

Como consequência, destaca-se a falta de cuidados para impedir essas contaminações, e isso é explicado pelo filósofo alemão . Portanto, é evidente que