O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 04/07/2018

Desde a antiguidade as DSTs vêm acompanhando a evolução e o crescimento das sociedades, na Grécia antiga essas doenças foram chamadas de venéreas como referência a Vênus, a Deusa do Amor. Nesse sentido, atualmente, apesar de todos os avanços da medicina e da consolidação de diversas medidas preventivas as doenças sexualmente transmissíveis ainda são um obstáculo na saúde pública do Brasil. Dessa forma, é válido analisar a carência de informação e a falta de educação sexual como fatores que impulsionam essa problemática.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a desinformação relacionada as DSTs é um entrave para o desenvolvimento de uma nação mais saudável. Isso ocorre, visto que os assuntos sobre a sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis é um tabu na nação brasileira o que dificulta a propagação de informações a respeito do tema. Consequentemente, a deficiência de campanhas públicas nacionais de prevenção e esclarecimento à população está intimamente relacionada aos costumes morais da sociedade, o que reflete na postura dos órgãos governamentais e das empresas ao realizarem e patrocinarem campanhas sobre o assunto. Como, por exemplo, as ocorrências de sífilis aumentaram em 603% em seis anos, segundo a Secretária Estadual de Saúde de São Paulo. Dessa maneira, a permanência dessa condição é fruto de uma nação conservadora.

Em segundo lugar, é fundamental pontuar que a falta de educação sexual nas escolas é um obstáculo para a diminuição de doenças sexualmente transmissíveis no país. Nesse aspecto, por não ter uma legislação que estabeleça a obrigatoriedade da educação sexual nos colégios, essa orientação fica a mercê dos professores que, muitas vezes, tratam o assunto sob o viés biológico e não consideram questões históricas, sociais e culturais. Para ilustrar, um estudo conduzido ela UNIFESP propôs averiguar o quanto jovens sabem sobre as DSTs, o levantamento nacional pontou que em Porto Alegre mais de 50% dos adolescentes afirmaram não ter educação sexual e acesso a esse tipo de informação nas instituições de ensino. Em consequência disso, os jovens por não terem orientações sobre temas considerados tabus o aumento de DSTs fez-se presente no atual cenário brasileiro.

Tornam-se evidentes, portanto, os elementos que contribuem com o atual cenário negativo do país. Ao Governo, cabe difundir aos poucos informações relacionadas as DSTs, mediante propagandas e ficções engajadas, para  uma melhor aceitação e discussão desse tema na sociedade, com finalidade de diminuir os casos de infeções, além de criar leis que obriguem o ensino da educação sexual desde o nível fundamental, com propósito de futuramente esse assunto não ser um tabu na nação e reduzir a transmissão entre os jovens brasileiros. Assim, posteriormente alcançaremos melhorias significativas.