O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 10/07/2018
Primeiro soberanos, depois, escravos
Elas já existiam muito antes de Jesus Cristo e não se sabe exatamente como surgiram, no entanto, há quem diga que se desenvolveram entre as primeiras civilizações, já que naquela época era comum que o culto aos deuses envolvesse atos sexuais em grupo. Antigamente chamadas de doenças venéreas, faziam referência à deusa do amor: Vênus. Hoje são chamadas de doenças sexualmente transmissíveis e é possível constatar que os deuses em questão somos nós. Isso porque essas infecções têm crescido quase que exponencialmente devido à falta de preocupação e aparente autonomia, principalmente dos jovens, em relação às mesmas.
Por volta de 1920, Alexander Fleming descobriu a penicilina, o que significou o afastamento de muitas doenças, inclusive o das DSTs. Na década de 60, porém, elas voltaram com força total; a liberdade sexual fazia parte da ideologia do movimento hippie. A partir daí começaram a surgir epidemias, como a de Sífilis, que, inclusive, se deu no Brasil. Anos depois, raros são os que falam sobre, mesmo com o aumento de casos. Estima-se que cerca de 20% das pessoas que hoje estão infectadas pelo vírus HIV, não sabem disso.
Poucos dos que usam camisinha durante suas relações tem em vista evitar contato com vírus ou bactérias. A maioria usa porque não quer ser mãe ou pai tão cedo. O receio muitas vezes soa desnecessário, porque casos próximos a nós são geralmente omitidos, o que reforça a nossa ideia ingênua de que nunca vai acontecer conosco. O tabu que existe a respeito do assunto é a doença que devemos combater com maior urgência. Os casos crescem porque não há consciência sexual.
Se proteger e estar atento ao parceiro/parceira é um passo importante no combate às doenças sexualmente transmissíveis, mas não basta pensarmos de forma individualista, é importante que pensemos também no outro. Com o apoio do governo, tanto municipal quanto federal, e iniciativa daqueles que já tiveram contato com tais enfermidades, campanhas em redes sociais podem ser lançadas com a finalidade de trazer esclarecimento à população e auxiliar na prevenção desses males. Como forma de auxiliar no diagnóstico, cabe ao governo federal criar novos meios de identificação que devem ser desenvolvidos em conjunto com biomédicos e farmacêuticos numa espécie de missão em prol da “liberdade sexual com saúde e responsabilidade”.