O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 15/07/2018

Os anos 80 e 90 foram marcados pelo aumento expressivo dos casos de doenças sexualmente transmissíveis e, o avanço da medicina, desde então, ocasionou no descaso da população para com essa questão, pela sensação de imunidade que a redução da mortalidade de doenças, como a AIDS, propiciou. Vê-se então, novamente, um aumento drástico dessas enfermidades, principalmente pela falta de discernimento e pelo incentivo ao uso de preservativo feminino inexistente.

Recentemente, em um videoclipe lançado pela dragqueen Pablo Vittar, houve centenas de comentários ironizando uma cena em que o cantor, na presença de seu namorado, pega uma camisinha. As piadas relacionavam-se ao fato deles não precisarem por não haver chance de uma eventual gravidez. Tal acontecimento evidenciou a ausência de entendimento de parte da população, por acreditar que o preservativo exerce unicamente a função anticoncepcional. Nessa conjuntura, faz-se crucial a conscientização acerca dos sofrimentos causados por uma doença, indefinidamente piores que uma gravidez indesejada.

Consoante Arthur Schopenhauer, “todo homem toma os limites do seu próprio campo de visão como os limites do mundo”, o que elucida a necessidade de mais campanhas sobre as camisinhas femininas para apresentar à parcela da sociedade que a desconhece. Uma pesquisa feita pelo IBOPE constatou que apenas 1,5% das mulheres entrevistadas já utilizaram. Sem embargo, não deve-se desprezar esse outro meio de prevenção igualmente eficaz ao masculino. É uma importante forma de dar independência à mulher, visto que muitos homens se recusam a utilizar o preservativo, e elas acabam cedendo por acreditar que não há opção.

Infere-se, portanto, que o aumento de infectados por doenças sexualmente transmissíveis é um grave problema de saúde pública. É imperativo que OMS (Organização Mundial da Saúde) invista veementemente em campanhas, mostrando o que são as DST’s, o que causam e como os preservativos são cruciais para evitá-las, englobando, inclusive, as camisinhas femininas. Outrossim, o Ministério da Educação deve cobrar às escolas que façam debates periódicos nas turmas de ensino médio acerca da educação sexual, ministrados por agentes de saúde, a fim de instruir os alunos sobre a relevância dos preservativos. Sob tal perspectiva, o índice de pessoas infectadas no Brasil diminuirá gradativamente.