O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 19/07/2018
Vive-se em uma sociedade em que a medicina avança constantemente, tornando-se cada vez mais promissora. No entanto, paradoxalmente, nos últimos anos o número de infectados por doenças sexualmente transmissíveis tem crescido de forma alarmante, evidenciando uma educação sexual precária e a falta de acesso à informação no país.
À luz de Bauman, em “Amor Líquido”, a postura dos homens é baseada no imediatismo e no descaso de uns com os outros, caracterizando, assim, sua “liquidez” em relações e relacionamentos. Adequando tais ideias ao contexto de saúde pública, é perceptível a presença do “descaso” tratado pelo sociólogo na sociedade brasileira, de tal modo que, ao se analisar a diminuição do uso de preservativos e a despreocupação de uma parcela da população com as consequências que podem surgir com o ato sexual desprotegido, torna-se visível o aumento de casos de gravidez indesejada e, principalmente, de doenças sexualmente transmissíveis.
Além disso, a falta de acesso à conteúdos de educação sexual, especialmente em comunidades carentes e no meio rural, contribui para o crescente número de infectados por DSTs. Nesse sentido, nota-se um fraco posicionamento do Governo Federal em relação ao sistema público de saúde. Ainda que seja necessário uma atuação mais eficiente e direta deste, hoje, grande parte dos Governos Estaduais promovem campanhas de imunização, como é o caso da vacina contra o HPV, e acesso à testes gratuitos de verificação de existência de doenças. Entretanto, a ignorância por parte da população a tais incentivos revela uma necessidade urgente de conscientização desta, antes que os números de infectados tornem-se desastrosos.
Diante dos fatos supracitados, é imprescindível o exercício de debates sobre educação sexual em escolas de rede pública e privada nos Ensinos Fundamental II e Médio, por meio de palestras instrutivas, com o objetivo de conscientizar os alunos sobre sua exposição à doenças sexualmente transmissíveis. Ademais, cabe ao Governo Federal a criação de campanhas de saúde sexual em todos os Estados e Municípios do país, além do estabelecimento de 10 minutos obrigatórios no programa “A voz do Brasil”, veiculada pelas rádios, sobre métodos de prevenção sexual e DSTs, oportunizando, desta forma, um acesso democrático à informação e uma maior segurança a seus cidadãos.